segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ó Joana, tu não devias estar contente com o início do ano letivo?

Devia, claro! É a altura em que tudo recomeça, o que é ótimo depois de um mês ao estilo "deserto". Mas detesto, na verdade, porque é a altura em que os meus professores me dão conta das suas novas disponibilidades e, regra geral, me indicam que foram colocados em Cascos de Rolha ou em qualquer outro sítio, ou então que arranjaram outra atividade fora do domínio da educação, que lhes ocupa o tempo. 

Em que é que isto inevitavelmente dá?
Dá numa enorme dor de cabeça à Joana, que tem de encetar uma horrorosa fase de entrevistas em que deteta que a educação está podre, que os valores que movem os professores são balofos, que as pessoas não querem trabalhar e que o professorado se continua a achar uma classe diferente - superior - às restantes e, por isso, merecedora de benesses distintas.
Eu sou professora e contra mim falo, mas detesto MESMO a minha classe. São raros, muito raros mesmo, os profissionais dignos do título de professor, com todos os valores e qualidades que a sua profissão exige. Uma frustração. Se se avaliasse, de facto, a qualidade, havia tanto, mas tanto por onde cortar...


1 comentário:

Maria Varredora Pau de Vassoura disse...

Efectivamente encontram-.se poucos professores que mostram verdadeira paixão por ensinar.

Ao longo da minha vida escolar, acho que só conheci 3 professoras assim.

Curiosamente tive notas altas. Fizeram-me também apaixonar pela matéria e ter vontade de estudar!

bj