terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Já dizia a Cinha Jardim.

"Não posso com gente parola". E é exatamente o que eu sou e como eu penso. Não tenho grande tolerância para a parolice e quando tenho de lidar com ela, ou me deixo estar calada e apenas aprecio, ou afastou-me, quando posso. Há coisas com as quais tenho de aprender a saber viver, bem sei, mas não tenho que as compreender nem concordar com elas, apenas saber que são assim.

Felizmente sempre fui educada para a simplicidade, mas não para a parolice, muito pelo contrário. Lembro-me de a minha mãe sempre me dizer que o cuidado connosco é sempre importante e que isso não passa por dinheiro, nem por imitação. Ser simples não é perder o bom gosto e ser corriqueiro; não é fazer o que os outros fazem, ser popular e ir porque os outros vão.

Para mim, a parolice é uma coisa de caráter e nada tem a ver com pobreza ou falta de dinheiro. Tem a ver, sim, com falta de horizontes,  com pensamentos limitados, com um acomodar tacanho, no fundo, com uma pobreza de espírito. É por isso que não lido bem com ela - porque eu gosto das pessoas que, mantendo a sua simplicidade, vivem de forma humilde, mas sempre atentos ao que se passa à volta e com expectativas e ambições, nem que seja um interesse mínimo sobre a mais ínfima coisa. Querer ver um pouco mais para os lados, querer saber mais sobre alguma coisa e querer perceber outros pontos de vista para além do seu. Basta isso.

Enfim, um desabafo.

E vocês, como lidam com a parolice? São confrontados com ela frequentemente?

2 comentários:

MARIA REIS disse...

Sou confrontada diariamente. Aguento conforme o meu estado de espírito.
Por norma apetece-me vomitar para os pés da pessoa em questão.

Enfim... "vou levando!"

JAY disse...

Eu sei o que isso é!!! Às vezes, apetece-me é defecar no chão e depois esfregar-lhe o nariz lá, assim como se faz com os cães para ensiná-los... E por fim como bónus, enfiava-lhe dois sopapos que quando acordasse, até perguntava se alguém tinha anotado a matrícula do camião... Mas não posso...