quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Somos pobres, somos...

Há crise. 
Então não há! Sobretudo nas lojas da ZON, onde se fazem longas filas no serviço de adesões, se espera mais de meia hora para se ser atendido e de ambos os lados do longo balcão se ouvem os clientes a pedir mais este e aquele serviço. "Ah, é só mais 10 Euros? Então compensa! Pode adicionar à mensalidade." Ou, como eu hoje também ouvi: "Escolha-me aí o mais fixe. Nem que seja mais caro." (isto vindo de uma senhora de 40 e tal anos, aparentemente sem grandes posses). 
E eu olho para estas pessoas - que são as mesmas que se queixam das rendas, do desemprego, da miséria, do governo e de tudo o mais - a assumir estes encargos tão secundários com esta facilidade e leveza e penso "O nosso mal não é a pobreza do bolso. É mesmo a pobreza de espírito". É que nem há dúvida.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vermelho, amarelo ou verde?

No dia em que eu vejo um programa de televisão sobre uma rapariga que desistiu da sua profissão consolidada de engenheira civil para se dedicar inteiramente à sua paixão pela guitarra portuguesa e se tornar na primeira guitarrista feminina deste instrumento, chega-me um mail para uma formação (da qual há tanto se esperava uma confirmação que já parecia não vir) numa área completamente distinta da minha, mas que me seduz e já por muitas vezes me deu ânimo para avançar para um projeto só meu. E que, por culpinha da razão, ficou sempre em segundo plano. 
Eu sou resistente a estes ímpetos, mas estas coincidências lixam-me os planos, caraças. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ele não gosta e eu adoro - I

Vamos lá inaugurar esta secção aqui no blogue.
Ele gosta de umas coisas, eu de outras. Algumas são comuns, outras são como o dia e a noite. Vamos aprendendo um com o outro a educar os nossos ouvidos e os nossos gostos. Umas vezes resulta, outras vezes não. 
Só por curiosidade, esta secção é mais orientada para a segunda hipótese.



(Está cientificamente provado - por mim, é certo - que esta música é muito mais bela se a ouvirmos de olhos fechados. 
Tentem, vão por mim.)

Nota da editora.


Dei por mim há dias a ler o meu blogue e a constatar que falo muito de emprego, da falta dele e de toda a angústia que isso me traz. É uma amargura muito minha e compreendo que não seja interessante para quem me lê. Por isso, a partir de hoje, vou dar o meu melhor para guardar esses desabafos para mim e não falar tanto disso, prometo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eu já contava, mas mesmo assim...

Concorri a um procedimento concursal. Demorou um ano a realizar-se a primeira fase do processo. Obtive uma classificação mediana numa prova de conhecimentos difícil numa área que não domino, mas que procurei que viesse a ser a minha. Na entrevista profissional, obtive a segunda melhor nota de entre 47 pessoas. Fui excluída porque a ponderação valoriza mais a capacidade de fazer consulta à bibliografia obrigatória do que a personalidade, as competências pessoais e profissionais, as experiências de vida e os conhecimentos dos candidatos. Contava ser excluída, porque soube desde logo a minha nota na prova de conhecimentos. Mas vivia aqui uma réstia de esperança. Em vão.
É mais do mesmo, do que tudo o que este ano tem sido para mim. Mais uma constatação daquilo que eu valho.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vamos lá criar "tags", ou lá o que é isso!

Resolvi que aqui no blog vou começar a fazer listas. Faço-as no meu dia a dia e, por isso, faz sentido que as faça também aqui. Mas como eu sei que, se deixar uma lista com diversos pontos ninguém vai ler (o post anterior foi a prova...), vou fazendo isto por etapas, à medida que me for apetecendo e que determinada situação me tenha acontecido naquele dia ou me tenha surgido naquele momento. E vou criar as afamadas "tags", que assim quem quiser a listinha completa de alguma coisa desinteressante sobre a minha vida, fica lá com tudo organizadinho. 
Vamos lá reconhecer: sou ou não sou amiga das três ou quatro pessoas que vêm cá ter, se bem que duas por engano, hã?

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sobre a minha vida neste momento.

1. Fui a nova entrevista e não sei em que situação estou. Candidato-me para algo que seria um grande desafio, mas que implica muito comprometimento da minha estabilidade pessoal, temporal e psicológica. Não sei se agradei ou não, não sei se gostei ou não. Preparei-me muito e para vários cenários e não me atrapalhei. Disse que queria avançar e que me mantinha motivada, então sabidas as condições, mas a verdade é que não sei se isso é verdade; à saída a única sensação que tive foi de alívio, por já ter passado. Não sei se é bom, se não, mas vou aguardar. Vou sempre a tempo de dizer que não, mas sem arriscar nunca sairei de onde estou. Dizem-me que o importante é tentar e questionam-me constantemente se a proposta me faria feliz. Não sei responder a isto, não sei se me fará feliz. Resolvi, por isso, não antecipar cenários. Só de pensar neles, fico uma pilha de nervos.

2. Conseguimos, juntos, uma pequena grande conquista que nos deixa muito felizes e orgulhosos de nós. Em tempos difíceis, ter muita ponderação e sensatez, é uma prioridade, e ter uma pessoa igual a nós nesse sentido, é simplesmente incrível. Nunca dar um passo maior que a perna e orgulharmo-nos disso - é a nossa pequena grande vitória por estes dias.

3. Sinto-me bem e confiante, apesar de a realidade lá fora assustar um pouco. Estou a recusar alinhar em estratégias dissimuladas por parte das empresas que me contratam e, com isso, abrir precedentes para abusarem mais do meu trabalho. Digo o que tenho a dizer e "bato mais o pé" a todas as maroscas ridículas que tentam criar à minha volta. Nem vale a pena, meus amigos. Não estou nem aí.

4. Ando a ouvir muita coisa alternativa no YouTube e ando contentinha com as minhas recentes descobertas. O que recentemente mais me caiu no goto chama-se "The Grates" e é uma das minhas bandas sonoras diárias do momento. É assim ajeitadinha, a puxar para o punk e para o "nós-não-estamos-fora-de-moda-nós-temos-é-estilo". Gosto.

5. Este fim de semana, para além de prolongado, está a ser fantástico e tem um travozinho a mini férias. Trouxe sobretudo tempo, que era o que, existindo a mais na minha vida, muito nos faltava na nossa. Têm sido, por isso, dias de muitos sorrisos. E isso, mesmo no meio de muita tosse e espirro, é o melhor, mesmo!