Humor grunho, estúpido, baixo, reles, básico. Humor pleno de gestos e palavras ofensivas. Humor do tipo "vamos-fazer-aqui-umas-palhaçadas-cheias-de-asneiras-lá-pelo-meio-e-sotaque-à-parolo-para-ver-se-somos-falados-e-se-nos-imitam-que-ainda-havemos-de-ganhar-muito-à-conta-deste-povo-palerma-que-come-toda-a-palha-que-lhe-é-dada".
Sim, refiro-me especificamente à saga do "Balas e Bolinhos" que, li há pouco, vai trazer dentro de dias mais uma soberba criação sua aos nossos cinemas. Haja paciência (muita!) para aceitar que isto existe e há quem goste mesmo deste tipo de "coisa".
Sim, refiro-me especificamente à saga do "Balas e Bolinhos" que, li há pouco, vai trazer dentro de dias mais uma soberba criação sua aos nossos cinemas. Haja paciência (muita!) para aceitar que isto existe e há quem goste mesmo deste tipo de "coisa".
Falem, comentem e reproduzam cenas deste "filme" (precisa mesmo de aspas) e ver-me-ão mal disposta num ápice.
Que raio de fenómeno!
Que raio de fenómeno!
Olá Joana,
ResponderEliminarO teu comentário, ainda que digno porque todos somos livres de opinião, não está minimamente fundamentado na realidade...
Fala quem não conhece o porquê deste fenómeno e decide justificá-lo depressiando os milhares de portugueses que o seguem. Que, aliás, correspondem a um target muito alargado, caso não saibas, desde faixa etária a grupo social.
O filme nasceu em 2000 da vontade que 4 amigos tinham em fazer uma produção cinematográfica. Sem grandes ambições. Apenas uma paródia. A verdade é que foi ganhando fãs, através da internet e do passa a palavra e, nesse sentido, em 2004, decidiram fazer a sequela.
O segundo filme da saga teve a Lusomundo e a Sic Radical como parceiros oficiais, dando um destaque ainda maior a este fenómeno. A verdade é que, estando apenas em exibição em 6 salas de cinema, conseguiu cerca de 58.000 espectadores.
Está, ainda hoje, nos lugares cimeiros dos filmes nacionais mais vistos. E, diga-se, a competir com filmes com 50 ou mais cópias.
Foi precisamente o apelo constante de milhares e milhares de fãs que levou a que Luís Ismael decidisse fazer o terceiro e último filme desta saga.
A primeira trilogia do cinema português surge, assim, através da produtora do Luís Ismael - a LIGHTBOX -. dotada de enorme capacidade técnica para se fazer uma produção cinematográfica ímpar em Portugal.
Esta saga, que começou até de forma amadora, terminará, assim, com uma qualidade técnica que homenageará o cinema português.
É esta vontade de fazer cinema que continua a prevalecer nestes 4 amigos, que desde 2000, se juntam para fazer uma produção que leve os portugueses ao cinema para ver filmes nacionais...
E é isto que deve ser elevado ao expoente máximo!
O que se faça pela cultura portuguesa, pelo cinema português...
Os gostos são dispares, é certo... Mas a maioria quer ir ao cinema para se divertir, dar umas boas gargalhadas... Algo que não se vê muito no cinema nacional.
E não é um sotaque parolo... É um sotaque nortenho, com orgulho!
Respeito a tua opinião... mas cabia esclarecer-te um pouco sobre o "historial" deste fenómeno!
Estou ao dispor para qualquer esclarecimento que precises.
Grata pela atenção,
Sónia Resende
(responsável pela comunicação e imagem da Lightbox) - comunicacao@lightbox.pt
Olá, Sónia.
ResponderEliminarRealmente, todos somos dignos de opinião e, por isso, respeito quem gosta do filme, desde que não me forcem a gostar.
Este não é um tipo de filme que eu aprecie e continuo a achar que não é assim que se conquista alguém para o cinema português. Mas é o meu ponto de vista que não será, necessariamente, certo ou válido para todos. É subjetivo e foi isso que tentei transmitir no meu post (e penso que é notório).
Não desvalorizo o trabalho de quem faz parte do projeto e nele acredita. Há muita público, incluindo muitas pessoas próximas de mim, que gostam muito do filme, o que não me impede de ter o meu próprio ponto de vista sobre o que vi (porque vi e estou a falar baseada no que pude apreciar).
Relativamente ao sotaque, ele é exageradamente "nortenho". Eu sou do Porto, resido no Porto e tenho sotaque do Porto. Mas há uma diferença entre sotaque e modo de falar. Foi nesse sentido que seguiu a minha crítica.
Saliento, por fim, que todo o post é uma opinião e, por isso, tem lugar como qualquer outra. Não pretendo ofender ninguém, e penso que não o fiz, mas, se sim, e visto que a Sónia fala em nome da empresa produtora, peço desculpa e desejo os maiores sucessos para este novo filme e os demais pelos quais a produtora seja responsável.
Cumprimentos,
Joana