segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cheiro que detesto.

O cheiro do tabaco entranhado na roupa. Aquele cheiro que se agarra aos casacos de pele e praticamente à pele dos fumadores. Aquele cheiro que fica no ar duas horas depois de essas pessoas terem saído. Aquele cheiro que nos fica nas mãos, no cabelo, na cara, sem termos tocado em qualquer pessoa. Detesto e acho até nojento. Não dá um milímetro que seja de hipótese à minha cabeça de pensar que aquela pessoa é limpa, o que me coloca ali um entrave daqueles, desde logo.

 

Hoje passei por uma dessas. (Comerciais em empresas deveriam ter outro cuidado, não?) Muito mau. Ainda vamos a meio da segunda feira e já estou nauseada. E o pior é que, com este tempo, nem posso abrir portas e arejar as coisas. Muito mau este efeito de estufa com travo a la cigarrette.


(Dei um passou-bem a este comercial, já lavei as mãos 4 vezes e sinto aquele cheiro entranhado em todo o lado. E estou sozinha, noutro local diferente do do "ataque". Quem me dera que os meus perfumes conseguissem metade do que este cheiro consegue, sinceramente.)

sábado, 8 de novembro de 2014

Ontem a minha empresa celebrou 2 anos de vida!

E eu fico muito feliz por ter conseguido aguentar até agora e por o meu trabalho ser reconhecido pelas pessoas que nele confiam. Recebi imensas mensagens de agradecimento e de motivação, muitas palavras e gestos de carinho (inclusive um vaso cheio de flores de cores vivas, porque é assim que as pessoas me vêem - palavras delas) e acabei o meu dia estourada, sem quase me aguentar "das canetas", mas com uma enorme vontade de continuar a lutar. Tenho alguns momentos de quebra, como todos nós, mas é a isto que tenho de me "agarrar". Acreditem que é maravilhoso ver o nosso trabalho reconhecido e de forma espontânea. Há muitas pessoas que não têm esta sorte, eu sei. E é nisso que tenho de me focar mais vezes. Não é fácil estar cá como empresária, mas é muito bom estar cá como profissinal reconhecida - nem que seja em palavras e pequenos gestos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Atenção se receberem telefonemas deste número!

 Há mais de um mês que recebo, no meu telemóvel, chamadas de um número fixo de Lisboa. Coisa estranha, desde logo. Depois do 21 vem um 0 (zero), pelo que é número de empresa. Não tenho pachorra para atender estas chamadas, por isso, durante algum tempo, ignorei. Só que quem liga deste número fá-lo, em média, umas dez vezes por dia e insiste de hora e meia em hora e meia.

Fartinha disto, outro dia atendi. Quer dizer, carreguei na tecla verde do telemóvel, mas não disse nada, para ver do que se tratava e se era algo realmente sério. Do outro lado, ouvi dois ou mais rapazes a rirem-se e, assim que se aperceberam que a chamada já tinha sido atendida (relembro que não falei), disseram:

- Boa tarde. Fala da EDP Comercial. Estou a falar com a D. Joana ****..?

Desliguei de imediato. Por várias razões:
  • Quem começa uma chamada a rir-se, merece, no mínimo, desconfiança (da minha parte foi bem mais do que isso);
  •  Eu não tenho nenhum contrato com a EDP Comercial desde o início do ano. Como raio têm o meu contacto, que nem sequer é o que consta nas nossas contas?
  • A EDP nunca inicia uma chamada, dirigindo-se logo à pessoa pelo seu nome. Pedem sempre educadamente o nome e só depois cumprem o trato por essa denominação.

Fui pesquisar em fóruns de Internet, e a verdade é que isto é uma fraude. Quem liga deste número, pede o NIF às pessoas com as quais contacta e, a partir daí, tem acesso a uma série de dados que podem comprometer a segurança da pessoa. Não está tudo bem especificado - uns dizem que se trata de uma empresa subcontratada pela EDP para "roubar" clientes a outras empresas concorrentes do mercado liberalizado, outros dizem que se trata de tentativa de roubo de identidade. Estes filhos da mãe estão a ser investigados pela Polícia e, até lá, a recomendação é nem sequer atender a chamada.

O número a que me refiro é o 21 030 25 51.

Estejam atentos e não atendam, se receberem uma chamada deste contacto. Fica o alerta.

(Entretanto, lá vou ter que continuar a rejeitar estas chamadas de x em x tempo. É de perder a paciência, mesmo, acreditem!)


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Das bolas.

Ontem, o nosso cão foi castrado.
Muita ansiedade nossa - então eu, uma pilha de nervos! Desabafo com o J. e recebo em troca o quê? Uma palavra de conforto? Um abraço? Um "vai tudo correr bem"?

Não.

Recebo isto:



Se me apeteceu bater-lhe (ao J., não ao cão)? Apeteceu-me. Mas ele já tinha pensado em tudo e enviou-me isto a umas seis horas de voltar a estar comigo e a uns 15 Kms de distância física de mim. Foi o que lhe valeu.

(E já agora, correu tudo bem! - Com o cão. Com o J. direi daqui a dias. ;) )



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mete nojo, Joana, mete!

É só para informar que ganhámos (eu e o J.) ontem, num passatempo de rádio, um vale bem simpático e com uns eurinhos bem redondinhos para gastar em compras de roupa num centro comercial aqui do Norte.

E mesmo assim, temos sorte ao amor.
Já têm a vossa dose de inveja do dia, graças a mim? ;)


Então, e aquele filme espetacular de que toda a gente fala?

Qual filme espetacular? Se há coisa que este filme não é, é espetacular.
Vamos lá a isto.


Toda a gente anda a dizer aí pela rede que este filme é excelente, emocionante, do melhor que se tem feito nos últimos anos.

Tinha alguma expectativa porque o filme estava há algumas semanas no cinema e ainda encheu a sala por completo. Tudo apontava para que valesse a pena.
Apesar de tudo isto, eu tinha algo que me alertava que poderia não vir a gostar; conheço-me e reconheço que tenho uma certa tendência para ter uma opinião contrária às massas. E assim foi.

Achei o filme mauzinho, com muito potencial para ser uma coisa brilhante, mas com muita coisa desnecessária, muito ambiente forçadamente pesado, "twists" a mais ao ponto de se estar à espera do próximo e raramente se ser surpreendido a partir de dado momento do filme, com uma duração exagerada e com um final mau, mas mau mesmo. Tinha mesmo tudo para dar certo, mas não deu. Não gostei, pronto.

O J. também não gostou e só dizia que era mesmo preciso ter cuidado com as mulheres. Acho que também não foi um bom filme para ele, ficou a saber coisas a mais. (brincadeira, J, nós nem temos navalhas em casa! :D)

Gostei medianamente do Ben Affleck e da atriz principal, Rosamund Pike, apesar de andar há dois dias a imitar o tom de voz dela (que quase toda a gente detesta e eu adoro!) e a ter os meus momentos de parvoeira diária a fazer-me passar por ela. [Em resposta, o J. só diz "Toma os comprimidos, amor". Enfim, coisas de casal.]

Também não sei se contribuiu o facto de o filme ter começado às 22h45 e só ter acabado quase à 1h30 e estar toda a gente perdida de sono, mas a verdade é que, à saída do cinema, todas as pessoas iam a suspirar de desânimo, a parecer quase que lamentavam o dinheiro dado pelo bilhete. Não vi, nem ouvi ninguém entusiasmado com o final do filme. Nem mesmo o tipo da fila da frente que tinha andado a fazer piadas antes de o filme começar para ver se tinha sucesso. Nem este palhacinho saiu animado.

Se ainda não viram, pensem bem antes de gastar o vosso dinheirinho.
A não ser que estejam a pensar investir em pipocas, aí já não me meto.
Fica a minha dica.


domingo, 2 de novembro de 2014

Dia dos Fiéis Defuntos (não quero ofender ninguém com este post, atenção!)

Eu e este dia nunca nos demos bem.
Sempre o achei uma fachada e a vida, as perdas, os sofrimentos e afins não mudaram em nada esta minha opinião. 

Lembro-me de ser miúda e de ver, no cemitério que se avistavava da nossa casa, tudo iluminado nos dias 31 de outubro e nos dois primeiros dias de novembro. No resto do ano, via-se uma, no máximo duas luzes a brilhar. E lembro-me de pensar que as pessoas eram mesmo más, por não se lembrarem dos seus pais, avós, tios, etc. noutras alturas do ano. Desde aí que não encaro bem a forma como as pessoas vivem este dia e, apesar de ter de respeitar as diferentes opiniões, custa-me muito a aceitar isto com alguns membros da minha família.

Acho realmente que não se trata de nada de muito especial e que não é necessário haver um dia no ano para nos fazer ir ao cemitério e recordar quem perdemos. Quem ama e respeita verdadeiramente os já defuntos, e se tem a fé e o princípio de visitar as suas campas, fá-lo várias vezes ao ano e quando o coração lhe pede tal. Ir porque todos vão, porque o calendário assim o dita é, a meu ver, uma atitude forçada. Já para não falar que estou em crer que a grande maioria que cumpre a tradição, o faz para não ser falado por outros ou então precisamente para o ser, (por aquilo que julgam ser) pela positiva. Só interessa ter flores frescas e as campas limpas e isso é, no mínimo, patético. Que importância tem isso, sinceramente? Tudo isto é, para mim, uma farsa e não me identifico minimamente - nem cumpro - nenhuma tradição neste dia. Acho sinceramente que as nossas pessoas que partem estão sempre no nosso coração e é aí que lhes devemos respeito e adoração. E não há campas, flores, círios, dias nem pessoas que me mudem a opinião.
(Já para não falar no grande negócio que isto tudo é. Surpreende-me que as pessoas nem questionem isto, enfim.)
 
Quem ama e respeita não tem de mostrar nada a ninguém. Tem de viver esse amor e saudade para si. É uma opinião muito radical talvez, mas é a minha, desde sempre. Nada mais.