quarta-feira, 28 de maio de 2014

O que raio vem a ser isto, Coldplay?

E refiro-me a isto.

Onde estão as músicas com qualidade de um "Yellow"?
Onde estão as magníficas letras de um "The Scientist"?
Onde estão vocês, afinal?

(Não é que a música seja má, que não é, mas é igual a quase tudo o que agora passa na rádio. Ao contrário da "Magic" que detesto MESMO e acho uma má música - fruta podre atirada a mim, já sei -, esta parece-me bem mais agradável - apesar da letra muito foleira - e sei que, com a chegada do Verão, vou gostar cada vez mais dela. Mas não por ser Coldplay; simplesmente porque é "leve", que de Coldplay isto não tem nada. Dispensava era bem a batida a la David Guetta, mas não se pode ter tudo...)


terça-feira, 27 de maio de 2014

E é precisamente no dia em que acordo com uma dor de costas horrível e inexplicável que...

... tenho um ataque de espirros (dor intensa, muito intensa);

... tenho de conduzir mais (todo o ato, desde a pressão no pedal da embraiagem até à mudança de velocidades é um tormento);

... me engasgo a meio de uma formação, ficando (ainda mais) entrevada do que já estava;

... tenho de ir pôr gasolina e, ao pagar, a senhora me deixa, do alto do seu guichet, cair o talão e o cartão multibanco ao chão, quando eu estou dentro do carro;

... as chaves da minha empresa caem dentro do carro e se metem por cantos que eu nem sabia que existiam;

... um aluno tropeça e tenho de o ajudar.



Estou que nem posso. E são só 17h30. Ainda tenho aulas a dar e vários lanços de escadas a subir, fora as responsabilidades da vida familiar e da (agora pouco) sensata motivação para arrumar coisas em casa - só para que os efeitos secundários das obras caseiras não se assemelhassem a uma explosão qualquer que tivesse ocorrido lá dentro. Ai vida!


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Post para barulho - As formas de luta.

Eu sempre achei que os votos brancos eram sinal de desagrado e um sinal de revolta. Mas, nos dias que correm, a opinião mudou. O voto branco nem sequer é relevante para as medições. O que é importante é o nível de abstenção. E acho mesmo que essa é, atualmente, a melhor forma de mostrar a quem governa que está descontente. Não que eu faça ou tenha deixado de fazer, não interessa. Importante é, sim, perceber que as pessoas querem lutar com as "armas" que estão à disposição. E essa é uma grande arma - o desinteresse em votar, tal é a descredibilidade que todos os políticos sem exceção transmitem ao povo. Votar é um direito, abster-se de votar também o é. Quem não vota, não pode julgar; mas tenho para mim que quem não vota, não quer mesmo julgar nada, porque a conclusão será sempre a mesma.

Dito isto, sim, compreendo perfeitamente a abstenção num dia que não esteve bom para a praia. Foi mesmo descrédito na política, nada mais, parece-me. E foi bem mais relevante esse dado do que qualquer percentagem de votos em branco.


A coisa não anda fácil por aqui...

... e o blogue é reflexo disso. Também é reflexo de que esta é uma altura intensíssima de trabalho e de que o que é bom, acaba depressa, por isso a coisa há de voltar ao ritmo normal de publicações daqui a uns tempos. Vou-me entretanto esforçando por colocar aqui uns pensamentos soltos - coisa rápida - nestes dias, prometo. Estou a perder a minha "clientela" e não estou a gostar... :(


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Hoje.

Apesar de hoje ter recebido uma feliz notícia de uma amiga, desde ontem que me sinto muito em baixo, sem ânimo para nada e desacreditada de muito. Estou a precisar de alguma coisa que não entendo bem, mas sei que (se não mais do que isto) pelo menos de carinho e refúgio é. Por isso, hoje ao deslocar-me para mais um dos sei lá quantos meus locais de trabalho, ouvi esta música na rádio que, curiosamente, sempre adorei (a música, não a rádio), e ela nunca fez tanto sentido como naqueles momentos e nesta fase em que me encontro. Talvez seja esta uma possível receita de que precise para me voltar a erguer e a ser a pessoa otimista e com gosto por tudo, que sempre fui.

Leiam ou não (para alguém fará sentido ler, espero), é assim que me sinto.

E há de haver outro lugar
E palavras para dizer
Quando a terra abraça o mar
É como um filho a nascer.


E há-de haver outra maneira
De contar a quem não sabe
Se me dás a vida inteira
Porque só vivi metade.


Leva-me de volta a casa
E abre as portas do jardim
Deita-me na tua cama
E diz que sim, diz que sim.



Pedro Abrunhosa
Voámos em contramão


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Vire à direita para explicações, vire à esquerda para Zumba. E não se esqueça das prioridades!

Anda uma pessoa a correr de um lado para o outro, cheia de responsabilidades, com a casa em pantanas à conta das "pseudo" obras, sem tempo para nada, a almoçar mal e a nem ter um espaço que seja na agenda para tratar das cerca de 1300 coisas que tem a tratar... e chega à empresa, fala com uma professora que se queixa do calor e de como está cansada de andar de um lado para o outro e leva com algo surpreendente. Digo eu à tal professora, na minha inocência, que nesta fase do ano é mesmo assim (as explicações intensificam-se nesta altura), ao que ela responde: "Ah, mas também vai àquele evento de Zumba?" Oi?! Como disse? Não apanhei. Acrescenta ela: "É que andei a correr toda a hora de almoço entre lojas de chineses à procura de um colete florescente para o evento de Zumba no Pavilhão Rosa Mota neste próximo sábado. Era disso que estava a falar, não era?". Ah, o evento de Zumba. Claro, Joana, TODA a gente sabe deste evento de Zumba. O que são aulas e explicações, agendas, obras e afins à beira disso? Concentra-te no essencial! E tu preocupada com trabalho e responsabilidades de casa e de casal. Fraquinha, Joana, fraquinha.


Finalmente...

... vai terminar (apenas por uns tempos, é certo!) o exagero todo à volta da porcaria do futebol nacional. Estou farta de fanatismos desmesurados, a sério que sim. Ontem, aqui, até foguetes foram lançados, tal era o nível de provocação. Ontem tudo o que era Benfica estava "doente" e não via mais nada à frente. Que pachorra! Hoje é mesmo dia para parar com isso tudo. FI-NAL-MEN-TE!