sexta-feira, 11 de abril de 2014

Coisas que vejo e desejo.

Ao ler uma passagem de alguns excertos de um livro para fazer um teste de preparação para exame de um aluno de 2º ciclo, dou de caras com um texto maravilhoso de Valter Hugo Mãe e que me fez pensar que é exatamente isto que necessito de ler neste momento da minha vida. 

Certo dia, o menino fica sem resposta quando o avô lhe pergunta: Quais são para ti as coisas mais belas do mundo? São as coisas de verdade, como tanto quanto se vê e toca, Ou as coisas invisíveis, aquelas que pensamos, sentimos e sonhamos?


É da obra "As mais belas coisas do mundo".
Seja por ser um apelo à inocência, seja por evidenciar um confronto com a visão deturpada da vida que a maturidade traz consigo, seja simplesmente pelo apelo ao sonho. Não sou capaz de resistir a isto, por isso vai para a lista de desejos. Sou simples, isto basta-me para me fazer feliz (por uns dias, pelo menos).


Nunca hei de perceber certas coisas.

Por que raio põem as pessoas anúncios de arrendamento e de venda de casas online, pedindo contacto via email, e depois não respondem às mensagens que lhes foram enviadas? Qual é o propósito, mesmo? Para que puseram a anúncio, afinal?
Esta, por muito que tente, não consigo entender.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ando desaparecida, mas ainda estou aqui.

Prometo voltar dentro de dias. Esta fase está a ser turbulenta (não "turbinada", só mesmo turbulenta), mas em bom. :)

Desculpem-me, leitores fiéis!


terça-feira, 1 de abril de 2014

Alto! Afinal ainda há um anúncio mais parvo do que o do Continente!

Há tempos falei aqui do anúncio do Continente, que, provavelmente, é de todos os anúncios um dos mais ridículos dos últimos tempos. Agora apareceu um que o suplantou: o do Bollycao Crack. Apreciem esta pequena obra de arte.

E agora digam-me: era difícil conseguir pior do que isto, certo? 
Analisemos a coisa:

O rapaz está numa camioneta que entra numa localidade chamada Vila Crack. Penso logo em droga, mas pode ser uma coisa minha, sei lá. Na minha cabeça, aquilo é um paraíso de ganzados, mas ainda fico na expectativa. Depois, o mocito com ar de quem não faz mal a ninguém olha pela janela e só vê pessoal jovem a ser cool, a andar de skate e a fazer coisas bué tótils e cenas ya tásse. Fica deslumbrado, claro! Saber que a droga faz aquilo, qual o adolescente que não fica? Depois sai da camioneta e a primeira de todas as possíveis e imagináveis perguntas que faz após o seu momento de perplexidade é - como, naturalmente, todos nós pensaríamos que deveria ser - "O que se come aqui?". Portanto, tudo em bom. E depois confirma afinal, através da rapariga mais falsamente feliz do mundo - que ali só se come chocolate e que ainda por cima é espanhol e faz crack.

Epá, eu cá não sei de quem foi esta ideia, mas isto é - numa escala de cocó - brilhante! É mesmo o pior que se poderia imaginar tudo junto e é impossível uma comum pessoa saudável e com os neurónios no sítio não ficar longos segundos especado em frente à televisão, após o anúncio já ter terminado, a tentar perceber se aquilo existiu mesmo ou se foi fruto de uma alucinação momentânea.

Clap, clap, senhores publicitários! Ou deverei antes dizer (demasiado) crack, (demasiado) crack, senhores publicitários?

quinta-feira, 27 de março de 2014

"Já puseste o frango no forno? " e outras urgências que tal.

Se eu fosse polícia à paisana e ganhasse à comissão, estava rica só à conta das pessoas ao volante a falar ao telemóvel que vejo por dia. É incrível a falta de bom senso a irresponsabilidade que por aí pupula. Como me dava prazer poder sacar do alto do meu humilde Xavier (o meu carro) um pirilampo e mandar encostar uns quantos "heróis" que por aí andam, sempre com tanta coisa inadiável a ser tratada por telefone. Só para lhes dar um "olá", claro.

terça-feira, 25 de março de 2014

Isso não abona a seu favor, senhor(a) candidato/a a esta oferta profissional. #1

Ser pedida a candidatura com fotografia e ser enviada uma candidatura sem fotografia.

Quando era mais nova, também o fazia. Hoje em dia, compreendo como estava errada. Na altura, aquilo parecia-me um elemento básico e injusto, sobretudo porque considerava que poderia ser um dos critérios de seleção. Hoje, entendo que é a prova de que a pessoa é segura de si, nada tem a esconder e, talvez sobretudo, se tem a razoabilidade e o bom senso suficientes para escolher a melhor primeira imagem de si para uma empresa.

Há pessoas que me enviam fotografias descontraídas de mais, há outras que parece que estão com alguma coisa espetada nalgum sítio, mas lá vou conseguindo distinguir o trigo do joio. Mas lá que não gosto nada de selecionar pessoas, não gosto. Primeiro porque penso que posso estar a fazer a aposta errada, mas geralmente depois é unicamente porque comprovo o quanto as pessoas são snobes e não querem trabalhar nos dias de hoje. Enfim. Um dia destes, partilho experiêcias verídicas convosco. Tenho coisas estúpidas demais - mas que valem a pena, nem que seja para rir - para partilhar convoco.

E as vossas candidaturas - vão com ou sem fotografia? O que acham deste pedido?


sexta-feira, 21 de março de 2014

Isso não abona a seu favor, senhor(a) candidato/a a esta oferta profissional.

Nos momentos de recrutamento que levo a cabo na minha empresa, vou tendo algumas (muitas!) más experiências com profissionais. Há mesmo muitas pessoas que não merecem sequer ter trabalho, tal é a atitude e a presunção com que chegam, falam e encaram as ofertas e as situações. Comigo, não terão qualquer hipótese, mas até me diverte pensarem que sim. Há uma diferença entre cordialmente mostrar interesse ou desinteresse na oferta e atitudes que ultrapassam o bom senso e a educação.

De vez em quando, vou passar a postar aqui casos que se vão passando nestes processos de recrutamento, porque há TANTO para contar e são coisas mesmo do arco da velha. Aguardem!