sexta-feira, 21 de março de 2014

Isso não abona a seu favor, senhor(a) candidato/a a esta oferta profissional.

Nos momentos de recrutamento que levo a cabo na minha empresa, vou tendo algumas (muitas!) más experiências com profissionais. Há mesmo muitas pessoas que não merecem sequer ter trabalho, tal é a atitude e a presunção com que chegam, falam e encaram as ofertas e as situações. Comigo, não terão qualquer hipótese, mas até me diverte pensarem que sim. Há uma diferença entre cordialmente mostrar interesse ou desinteresse na oferta e atitudes que ultrapassam o bom senso e a educação.

De vez em quando, vou passar a postar aqui casos que se vão passando nestes processos de recrutamento, porque há TANTO para contar e são coisas mesmo do arco da velha. Aguardem! 




Ah bom, afinal sou gorda!

Ontem, na avaliação física que fiz no ginásio, fiquei a saber que sou gorda e, pior que isso, que sou uma falsa. Uma falsa magra, quero eu dizer. Ou seja, sou magra (que chegue!), mas o meu interior é gordo. Tenho 22% de massa gorda, quando devia ter 19%-20%!

A minha estupefação foi enorme, porque nunca ninguém que me tivesse feito medições ou analisado a minha estrutura, me tinha dito tal. Perguntei ao professor o que devia, então fazer, em termos de alimentação - não fumo, não bebo, não toco em Coca Colas e bebidas gaseificadas, não gosto muito de doces, não me rendo facilmente a coisas de pastelaria, raramente toco em massas folhadas, pizas e afins e fritos na nossa casa são coisa rara - de tal modo que um litro de óleo dura eternidades (mesmo!). Como todos os dias sopa, incluo legumes em todas as refeições, assumo a fruta após a refeição como obrigatória e a água é a minha única bebida ao longo do dia. Onde estará o erro, então?

Tendo-o posto a par de tudo isto, perguntei então o que me estaria a provocar essa massa gorda, ao que ele me pergunta: "Costuma comer hidratos de carbono - arroz, massa, pão, etc.?". "Claro!" - respondo eu. E ele faz aquele olhar de "aí-tens-a-resposta-totó" que apenas me merece o seguinte comentário que acabou mesmo por lhe ser dirigido:
- "Se não comer hidratos de carbono fico anémica e emagreço. E eu gostava de continuar a ser saudável e evitar parecer um palito, se pudesse ser".

Ele riu-se e eu percebi que ele não deve entender muito da coisa. Eles, no fundo, só veem massas e depois disparam aquelas teorias como se dominassem a questão. Lá concluiu a avaliação a dizer "É manter tudo o que faz e associar a uma prática regular de exercícios específicos".

Hã, valeu ou não valeu a pena a avaliação, sua falsa magra? Queres consultas de graça? Exercita, mas é!

E vocês, já fizeram avaliações físicas que não vos tivessem convencido?




quarta-feira, 19 de março de 2014

Os meus pais e eu.

Hoje é dia do pai. Por isso, vou concentrar todas as minhas energias nesta pessoa linda na minha vida que, juntamente com a minha mãe, é e será sempre a coisa mais importante que tenho, haja o que houver. Amo os meus pais como a mais ninguém e será sempre este grande amor recíproco que temos a base da minha vida e da minha felicidade.
Hoje, quero única e exclusivamente concentrar-me nisto. Não há amor maior do que este e isso é a coisa mais valiosa da minha existência. Haja o que houver.


terça-feira, 18 de março de 2014

Como saber que alguém anda a ver o "Prison Break" em doses a mais.

Já há dias que andava a sonhar com perseguições e operações à cabeça, mas deixei de ver a série uns dias e a coisa voltou ao normal.

Entretanto, outro dia, estava no shopping e tinha com uma enorme dor de cabeça, que já me consumia há horas. Tinha um comprimido à mão e nenhuma água. Vou à casa de banho e bebo um pouco de água da torneira para tomar o comprimido. Chego perto dele, que me pergunta:

- Já tomaste o comprimido?
- Já.
- Mas não tinhas a garrafa de água, pois não?
- Não, bebi a água da companhia.
- Da Companhia?! Lá vamos nós começar a ser perseguidos... não viste nada de estranho? Está atenta a tudo à tua volta!

Enfim, coisas que só um fanático da série perceberá. E lá começámos os dois a olhar em volta, como se nos sentíssemos perseguidos. Uns segundos e tudo acabou numa risada pegada. A coisa está mesmo a afetar-nos.

Nota:
Nós não somos um casal normal e às vezes parece-nos que poderíamos ser bons casos de estudo de alguns investigadores, nós sabemos. :)

segunda-feira, 17 de março de 2014

Hoje é sobre o Festival da Canção. Todos falam disso, eu não sou exceção.

No sábado passado, apesar de não estar na minha melhor forma psicológica, estava entusiasmada com a transmissão do Festival da Canção. Quase nunca ganha a música que eu acho que deve ganhar, nem tão pouco o espetáculo é assim tão extraordinário e inovador, mas a verdade é que há ali qualquer coisa que me faz querer sempre ver e me prende à televisão.

Este ano, a minha aposta ia, sem qualquer dúvida, para esta música. Tem TUDO o que uma música de festival deve ter - sobretudo bom gosto. É uma música fresca, leve, ritmada, com todos os pormenores bem estudados - portugalidade incluída-, coreografia de jeito e uma carinha (e corpo) laroca e sorridente a representar a nação. Portanto, tudo para vencer. Quando ouvi a música pela primeira vez, o meu desabafo imediato foi que aquela era, desde há muito, uma das melhores músicas a concurso, uma lufada de ar fresco e um tiro certeiro.

No entanto, a coisa (nem é música) que ganhou foi uma pimbalhice do Emanuel, com uma gaja toda descascada e armada em boa, que não tem afinação sequer e que trata o António Calvário por tu (nem quero pensar em pormenores) e uns moços despidos, a fingir que tocam diversos tipos de bombos, quais tribos amazonas - coisa, aliás, tão típica do nosso país e da nossa cultura - que a acompanham. Um desastre completo. O pior é que a música pega e é daquelas que só sai a diluente, por isso anda aqui a "bater" todo o dia e não me larga.

Revolta-me muito perceber que são estas "artes" que ganham estes concursos, quando há tanta coisa tão boa em alternativa. Passamos a imagem de sermos uns zés-ninguém e de não termos mais nada a mostrar para além de uma letra sem qualquer qualidade ou investimento e de uma composição instrumental feita à pressa, que cabia perfeitamente a qualquer cantora pimba de um qualquer programa de domigo à tarde. Se é o povo que decide - e se o foi, de facto -, então isto diz muito de nós e da nossa pobreza espiritual. Mas que não venha depois quem votou nesta pirosada pegada dizer que a Simone, o Calvário e o Paulo de Carvalho é que eram.

Havia, definitivamente, de haver novos critérios para isto. Há anos que só levamos cocó aos festivais.
É mesmo pena. Este ano, tínhamos tudo para conseguir voltar a lugares de destaque.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Os momentos deste blogue.

O início do blogue deu-se com relativo sucesso. Tive pessoas a querer seguir o que escrevia e a manifestar grande vontade de dar a sua opinião. Enquanto não me conheciam bem, iam-se rindo das minhas piadas, do meu humor (?) e sarcasmo, das minhas análises mais ou menos frustradas e das minhas perceções sobre as coisas à minha volta. Comecei a não me achar muito estranha - afinal, havia mais pessoas como eu!

Depois a coisa foi crescendo, a (muito) pouco e pouco. Os comentários começaram a ser mais raros, salvo em posts que geram menos consenso (será isso que está a faltar?), mas o número de visitas por dia começou a aumentar. Hoje tenho uma média de leitores boa para as minhas expectativas e que (ainda) me faz querer continuar a escrever.

Neste momento, os comentários são muito raros, embora as visitas diárias ao blogue sejam em número simpático. No entanto, falta alguma coisa. Sinto falta do retorno das minhas palavras, de saber que escrevo sobre coisas que interessam a alguém. Quem me garante que as visitas não são por lapso ou, até sendo intenconais, levam, após a leitura de um post, a uma vontade imediata de carregar no "X" no canto do separador? Contam na mesma, mas não por bons motivos.

Quando iniciei este blogue, fi-lo porque, para além de gostar muito de escrever e de comunicar, sinto que tenho pontos de vista interessantes e leituras muito peculiares das coisas que me rodeiam - das mais simples às mais complexas - que podem interessar a quem procura um pequeno momento de descontração e - na loucura - de humor. Sou uma pessoa muito simples e descontraída, mas sou também bastante crítica em relação a tudo - para o bem e para o mal. Detesto falsidades, dizer que sim a tudo, promover coisas em que não acredito ou valorizar quem não deve ser valorizado. Adoro ser justa, sincera e levar a vida com racionalidade, apesar de nem sempre essa ser a melhor forma de viver. Adoro as minhas pessoas e as coisas parvas que me acontecem quando estou com elas e que me fazem rir em silêncio sempre que delas me recordo. E adoro a partilha - com quem me é importante e com quem continua a gostar de me ler e de saber um pouco mais de mim, das minhas análises, dos meus exageros, dos meus momentos e da minha visão da vida.

Não sei se fui sendo bem sucedida nesta missão, mas continuo a gostar muito de ter o meu Verde Vermelho, de saber que ainda sou uma escolha de alguns leitores cibernautas e de perceber que tudo isto continua a ter muito sentido para mim. Desejo que para todos continue também a ter.



quarta-feira, 12 de março de 2014

Há coisas que uma mulher, por mais que faça, nunca conseguirá igualar.

Refiro-me ao assunto "carros". É um facto, não vale a pena negar. Quem os ajuda nos carros é sempre um herói. Quem "brinca" com eles e os ajuda com os seus brinquedos será sempre o seu melhor companheiro e o amigo mais espetacular. Os outros pertencem a outro plano. 
Homens e brinquedos. Nada mais a comentar.
Os homens são mesmo de Marte e não há nada a fazer.

(Homens, reconhecem isto?
Mulheres, passam por isto?)