sexta-feira, 14 de março de 2014

Os momentos deste blogue.

O início do blogue deu-se com relativo sucesso. Tive pessoas a querer seguir o que escrevia e a manifestar grande vontade de dar a sua opinião. Enquanto não me conheciam bem, iam-se rindo das minhas piadas, do meu humor (?) e sarcasmo, das minhas análises mais ou menos frustradas e das minhas perceções sobre as coisas à minha volta. Comecei a não me achar muito estranha - afinal, havia mais pessoas como eu!

Depois a coisa foi crescendo, a (muito) pouco e pouco. Os comentários começaram a ser mais raros, salvo em posts que geram menos consenso (será isso que está a faltar?), mas o número de visitas por dia começou a aumentar. Hoje tenho uma média de leitores boa para as minhas expectativas e que (ainda) me faz querer continuar a escrever.

Neste momento, os comentários são muito raros, embora as visitas diárias ao blogue sejam em número simpático. No entanto, falta alguma coisa. Sinto falta do retorno das minhas palavras, de saber que escrevo sobre coisas que interessam a alguém. Quem me garante que as visitas não são por lapso ou, até sendo intenconais, levam, após a leitura de um post, a uma vontade imediata de carregar no "X" no canto do separador? Contam na mesma, mas não por bons motivos.

Quando iniciei este blogue, fi-lo porque, para além de gostar muito de escrever e de comunicar, sinto que tenho pontos de vista interessantes e leituras muito peculiares das coisas que me rodeiam - das mais simples às mais complexas - que podem interessar a quem procura um pequeno momento de descontração e - na loucura - de humor. Sou uma pessoa muito simples e descontraída, mas sou também bastante crítica em relação a tudo - para o bem e para o mal. Detesto falsidades, dizer que sim a tudo, promover coisas em que não acredito ou valorizar quem não deve ser valorizado. Adoro ser justa, sincera e levar a vida com racionalidade, apesar de nem sempre essa ser a melhor forma de viver. Adoro as minhas pessoas e as coisas parvas que me acontecem quando estou com elas e que me fazem rir em silêncio sempre que delas me recordo. E adoro a partilha - com quem me é importante e com quem continua a gostar de me ler e de saber um pouco mais de mim, das minhas análises, dos meus exageros, dos meus momentos e da minha visão da vida.

Não sei se fui sendo bem sucedida nesta missão, mas continuo a gostar muito de ter o meu Verde Vermelho, de saber que ainda sou uma escolha de alguns leitores cibernautas e de perceber que tudo isto continua a ter muito sentido para mim. Desejo que para todos continue também a ter.



quarta-feira, 12 de março de 2014

Há coisas que uma mulher, por mais que faça, nunca conseguirá igualar.

Refiro-me ao assunto "carros". É um facto, não vale a pena negar. Quem os ajuda nos carros é sempre um herói. Quem "brinca" com eles e os ajuda com os seus brinquedos será sempre o seu melhor companheiro e o amigo mais espetacular. Os outros pertencem a outro plano. 
Homens e brinquedos. Nada mais a comentar.
Os homens são mesmo de Marte e não há nada a fazer.

(Homens, reconhecem isto?
Mulheres, passam por isto?)



domingo, 9 de março de 2014

Domingo "de molho" dá nisto.

Estou com sintomas de gripe e as minhas forças estão abaixo dos níveis aceitáveis.
A televisão é a alternativa rápida para servir de barulho de fundo e embalar o sono que me domina. E constato, no meio de toda a minha má disposição, duas coisas totalmente estúpidas:

- o novo anúncio do Continente, sobre a confiança. Refiro-em àquele em que a mãe ultrapassa todos os obstáculos para ir ter com o filho. Uma coisa tão dramática e desadequada para falar de um sítio onde se vendem frangos e se dão descontos em cartão. Sem comentários.

- O Jornal da Noite da SIC ter os Dead Combo (banda musical) como convidados a fazerem, em direto, a banda sonora das notícias. Droga e desvarios a mais e uma coisa tão sem sentido, que nem tem descrição. Quero acreditar que todos eles também estariam com febre.

Tudo isto podia ser fruto dos meus delírios gripais, mas parece que não, que aconteceu mesmo.
Triste esta nossa televisão.
Enfim, vou dormir.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Inscrevi-me no ginásio.


E já vão duas aulas de Pilates.
Por questões de saúde, nada mais. Em outubro fraturei o coccix e por isso esta é a única opção viável no momento, para tentar não ficar atrofiada.


Resultado:
Tenho dores do pescoço aos pés. 
Quando me rio, tusso ou espirro parece que me estão a espetar várias facas em todos os músculos que tenho. 

Balanço:
Saio das aulas feliz. Quando "arrefeço", arrependo-me dessa felicidade momentânea.
O instrutor das aulas, ao saber das minhas mazelas, sorri e fica feliz. Vou tentar entender isso como um incentivo.

(E acabei de espirrar. Aiii......)



quinta-feira, 6 de março de 2014

E lá vamos nós outra vez.

Novo processo de recrutamento. E lá vem o bla bla do costume "Cobro x Euros à hora e não estou disposta a trabalhar por menos."

Muito obrigada, minha senhora.
Ainda bem que está nessa disposição, tão bem pontuada com presunção. Bom para si.
Um dia a vida deve dar-lhe alguma lição.

(A sério, porque respondem a processos de recrutamento estas pessoas?)


Diferenças entre seres um blogger anónimo e discreto e seres um blogger conhecido e famoso.

Pelo que tenho visto, tem havido, cada vez mais, pela Internet, divulgação de Workshops de Automaquilhagem. Será uma coisa de moda ou até poderá ser um interesse geral do público feminino. Agora o que não entendo é como há bloggers com estas propostas e que têm um público em fila de espera para participar, e outras (como eu), que não conseguem ter, através do Blog, qualquer interessado. Leva-me, pois, a crer que as pessoas também vão a estes Workshops por motivos bem para além de terem interesse na matéria - provavelmente, terão mais interesse em conhecer a autora do blogue ou coisa semelhante.

Tenho pena que o Blog não me esteja a conseguir interessadas para o Workshop que dinamizo. Sei que não sou - nem quero ser - uma blogger conhecida ou com centenas ou milhares de seguidores, mas os que tenho são bons, bastam-me e perceberão o meu ponto de vista, por já me "conhecerem" através dos textos que escrevo. O que não invalida que desanime, sempre que percebo que é a fama de quem escreve que conquista participantes, e pouco mais.

A vida é mesmo assim.
Sei que tenho uma boa proposta, uma formadora excelente e capacidade de proporcionar uma boa experiência a quem participa. Venha ou não pelo blog. E isso é que tem de me animar, na verdade.


segunda-feira, 3 de março de 2014

Ontem, a merda do cancro voltou a vencer uma luta.

Um grande amigo do J.
Uma luta de mais de um ano.
Uma longa expectativa que se anulou em segundos.
Duas crianças que perdem o pai.
Uma família derrotada para quem toda a luta de nada valeu.
Uma injustiça enorme.

E pronto, tudo se relativiza. Mais uma vez.