segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Queres mostrar o decote, vais para a praia! (para não dizer outro lugar pior...)

Há uma escola em Valadares que incluiu no seu regulamento interno uma indicação sobre o tipo de indumentária que os alunos devem usar na escola. Aí consta que é sugerido, no caso dos meninos, o não uso de calças largalhonas a ver-se os boxers (moda triste, esta!) e, nas meninas, o não uso de decotes exagerados e minissaias demasiado mini.
Anda todo o mundo indignado com isto e eu... até acho bem. Sinceramente, acho.
O facto de, hoje em dia, se achar que não há regras para nada é coisa que me faz muita espécie. Não há um país desenvolvido que não se reja por regras, por isso qual é o mal de elas existirem?

Numa reportagem sobre este assunto, dizia uma mãe: "É uma estupidez, isto é um país livre!". Pois, minha senhora, aí é que está o problema. Até podemos ser um país livre, mas não vai cada um viver à sua maneira, só porque é livre, pois não? Não vive sozinha neste planeta, pois não? O nosso país é como é porque passou de um estado de completa ausência de liberdade a um estado de liberdade total. E, ao que consta, houve uma fase em que a liberdade a mais deu origem a muitos desrespeitos só porque sim, porque se era livre. Infelizmente, para algumas pessoas, esta ideia permanece.

Outro pai diz: "Não percebo porque se aplicam estas regras a crianças até ao 9º ano (a escola é de nível básico), nestas idades ninguém veste essas coisas! Isto fazia sentido era no secundário!" Portanto, temos aqui um senhor totalmente desfasado da realidade, a acreditar que só as raparigas acima de 15 anos vestem coisas ousadas, se maquilham como se tivessem uma festa todos os dias e perdem a inocência. É isso, meu senhor, é isso.

Finalmente, um pai diz: "Não era preciso nada disto, os pais em casa é que têm de autorizar o que os filhos podem ou não vestir." Certo, concordo inteiramente que os pais é que dão a última palavra, mas, meu senhor, quantas vezes os pais são os piores exemplos? Nunca viu mães e até avós, com idade para ter juízo, a usar toda a roupa mais errada e, se for preciso, a mostrar descaradamente - mas com convicção, admito! - o que tanta gente preferia não ter visto? Se não há quem dê o exemplo, que seja a escola a educar nesse sentido. Se a educação de casa é suficiente para distinguir o certo do errado, tudo perfeito e a escola não interfere de nenhum modo. Parece-me bem, não acha?

Sou a favor de regras. Sempre fui e quem me conhece sabe-lo bem. Não há civilização que se consiga organizar e ser credível sem leis. Aqui, passa-se o mesmo. Isto não tem nada a ver com liberdade, tem a ver, sim, com respeito e com um saber viver com regras, tal como a vida adulta exige de todos nós. Muito bem, Valadares! Voto nisto!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sugestões da Joana - #1

Vou inaugurar este espaço para vos dar conta de coisas que vos sugiro visitar, conhecer, comprar, aproveitar, etc. Quase todos os dias chego à conclusão que tenho um conselho a dar a alguém sobre alguma coisa que fiz ou que adquiri, alguma promoção que aproveitei, algum investimento que arrisquei fazer, enfim. Vai da mais insignificante coisa à mais estapafúrdia, provavelmente. Quem quiser, agarre a sugestão e sirva-se à vontade.

Há dias descobri um site que considero espetacular e uma boa companhia durante o trabalho. Chama-se Stereomood e podem conhecê-la aqui. Basicamente é uma página web que vos brinda com uma série de músicas e bandas sonoras adequadas ao vosso estado de espírito. Têm uma barra de pesquisa que diz "I feel..." e só têm de a completar com a vossas disposição. Nestes dias, a coisa tem andado pelo "frustrated" e tenho sido surpreendida por boa música, nada comercial. Há pouco tentei o "headache" e também funcionou. Hoje será esta a banda sonora, parece-me...

Fica a sugestão.
Deem-me depois a vossa opinião  (se ainda andarem por aqui, claro.) !


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ser honesto (burro) dá nisto.

- Levares facadas nas costas por empresas que justificam as suas falhas, dizendo ao público que os questiona sobre o sucedido que a culpa é tua, quando tu és a pessoa mais honesta, séria e dedicada que podes ser, e não falhaste um milímetro.

- Dedicares mais de 7 anos da tua vida a uma empresa que te paga mal, é injusta e te põe sempre, sem exceções, no meio de problemas e no fim nunca receberes um reconhecimento ou um gesto de gratidão que seja, que não apenas dos formandos (e que vale por milhões!).

- Mudares a tua vida toda para que não deixes expectativas dos formandos defraudadas, mesmo se o Centro de formação pelo qual trabalhas lhes venda uma ideia e depois te venha pedir outra coisa completamente diferente, deixando à tua responsabilidade o sucesso da formação.

- Quereres continuar a assegurar as formações com os grupos de alunos (adultos) para os quais trabalhas, porque eles te pedem para seres a formadora e tu não seres capaz de negar, apesar de saberes que tudo passa por um filtro chamado "Centro de formação", que te "rouba" mais de metade do valor do teu trabalho.

- Seres injustamente pago e veres o teu trabalho a valer zero.

- Dares o"corpo às balas" para que tudo corra pelo melhor, mesmo que - nem que fosse por um segundo - ninguém o faça por ti.

- E, no fim, ser honesto dá em seres apunhalado.


Mas ser honesto também é falar quando tudo corre mal, quando te tratam abaixo de cão e quando deitam o teu nome na lama sem qualquer pudor. É ripostar e criticar. E é fazer ver que o erro está so outro lado, não deste.E eu sou e fui honesta, correndo todos os riscos, mas defendendo a minha honra e o meu caráter.

Estou cansada, farta disto! Não dá para imaginar o quanto me apetece gritar aos sete ventos que entidade faz isto. Agora que tenho a minha própria empresa e sinto orgulho no que construí, na luta que empreendo todos os dias e no que estou a conseguir, vejo como as outras se aguentam - e não é, certamente, com honestidade.
Rumo contra a maré, mas por enquanto sou feliz a fazê-lo, porque ainda acredito que é assim que deve ser feito. Desprezo as pessoas que me apunhalaram e que não hesitaram um segundo em me "queimar" só para ficarem bem vistas. E desejo sinceramente que a vida seja muito justa comigo e me dê muitas recompensas pelo meu trabalho e luta, ou eu não saberei lidar com esta cambada de gente e carradas de injustiças e desistirei de vez.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A primeira foi a Marisa Cruz Safadola.


Agora foram estas senhoras:



Confesso que, quando vi o assunto do mail pela primeira vez, só vi a palavra "Casa" e pensei que fosse algum voucher a caminho. Depois olhei com mais atenção e vi "Casas com Cio" (só para verem como andam a falhar os parafusos); até que cheguei à magnífica conclusão que era "Casadas com Cio". Portanto, estamos a falar de cadelas, certo?

(O SPAM na minha caixa de correio é sempre original, acreditem. É por isso que não o discrimino logo, dou-lhe sempre uma chance de me fazer rir.)

Opiniões minhas.

Acho - e tenho tido provas disso - o Custo Justo muito mais credível e eficiente do que o OLX. Para além de ser muito mais razoável nos critérios de aceitação dos anúncios.

Custo Justo - 1.
OLX - 0

Qual a vossa opinião? Estão por lá? Que experiências contam?

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Eu sei que todos pediam chuva.

E era de pedir, por todos os motivos e mais alguns. Sobretudo para dar descanso às populações e aos anjos de vermelho que acabam por dar tudo, até a vida, para nos salvar.

Mas não ontem. Não ontem, chover como choveu. Os meus pais estão a fazer obras no telhado, que implicam substituição de vigas e remoção de placa e de todas as telhas. Até ontem, a casa esteve a céu aberto. E foi precisamente ontem que caiu aquela bátega de água. A casa transformou-se num charco e hoje, às 5h da manhã, tanto os trabalhadores que estão a assegurar as obras, como os meus pais, acordaram e foram para lá limpar e tentar arranjar uma solução provisória.

Escusado será dizer que ontem, mal ouvi à noite os primeiros trovões comecei a ficar alterada. Não deixava de pensar no que aconteceria se chovesse. Era, então, apenas trovoada seca. Pelas 2h da manhã começaram as chuvas fortes, fiquei muito nervosa e confesso que até chorei. Só imaginava a casa inundada e as pessoas a tentar fazer alguma coisa. Ao fundo, uma leve esperança de que lá não estivesse como cá. Estou a quase 150 kms de distância e não podia fazer nada.

Não preguei olho, praticamente. Sempre que um novo trovão ribombava, eu ficava em sobressalto e era mais uma hora até me deixar começar a cair no sono. Mas lá vinha outro e estive a noite toda neste ram ram. De manhã, acordei e nem 8h eram estava a ligar para casa. Confirmaram-me que lá tinha acontecido o mesmo que cá, que a chuva não tinha dado tréguas e que tinha entrado descaradamente na nossa casa. Acalmaram-me, fazendo-me crer que estava tudo controlado, mas nem posso imaginar como as coisas estejam e, sobretudo, como os meus pais estejam.

Estou numa constante aflição, estou triste, tenho uma enorme dor de cabeça, estou sem grandes forças para trabalhar e estou a duvidar de muitas coisas. Não gosto de estar assim e sei que hoje não sou boa companhia para ninguém. E tudo piora quando vou ver as previsões e constato que hoje o cenário vai ser em tudo semelhante ao de ontem. Como é possível?... :'(


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Deixem-me ser superficial, pelo menos uma vez!

Desde que me conheço que adoro a marca TOUS. É muito difícil eu não gostar das malas, porta moedas ou jóias da marca. A coleção de carteiras de mulher desta Primavera/Verão foi de loucos e dizer que gosto é pouco. Agora vem a de Outono/Inverno e a coisa vai pelo mesmo caminho. Imaginem o que me custa passar na loja TOUS sempre que vou ao Mar Shopping e depois suspirar de tristeza por não ter ginástica financeira que me permita, neste momento, mimar-me, nem que fosse uma vez, com uma daquelas malas espetaculares.

(É verdade, Tous, eu gosto mesmo muuuuito de ti!)

Venham cá dizer-me que o dinheiro não traz felicidade. Se traz! Seja para estas futilidades, seja para nos dar uma vida sem cordas ao pescoço.