terça-feira, 3 de setembro de 2013

É de propósito, não é?


Estou com uma enorme enxaqueca desde domingo à noite com todos os sintomas que me fazem sentir que a qualquer minuto a minha cabeça vai explodir. Ando indisposta, com aquela dor persistente, intolerância à luz  (o que é ótimo para quem, nesta fase, trabalha todo o dia em frente a um computador) e ruído e sensação de sonolência. E eis que hoje, precisamente hoje, de manhã estiveram umas máquinas a rebentar e a arranjar azulejos no prédio à frente do meu trabalho, esteve o senhor com um minitrator ensurdecedor a cortar a relva à volta do meu prédio durante toda a minha pausa de almoço e agora está o serviço municipal de jardinagem com uma motosserra a cortar os arbustos da rua onde estou a trabalhar. A sério, vida, a sério?

Enquanto escrevia isto, os vizinhos que moram acima da minha empresa começaram a arrastar móveis. Dará para crer? Eu mereço isto?


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Coisas estúpidas da publicidade.

O anúncio da Tampax. Aquele em que uma rapariga está toda feliz na piscina com amigas e sai para nos vir dizer quase ao ouvido e com uma voz claramente animada demais para quem está com o período que ela é mais feliz, porque descobriu o novo tampão da Tampax com aplicador de plástico. E ainda diz que evita que as mulheres se sujem e que é mais higiénico e por aí fora é todo muito cheio de ideias inovadoras, mas a questão falha claramente num ponto.

Ela mostra o tampão com o aplicador, depois põe as mãozinhas para baixo, fazendo-nos crer que esteve a pôr o tampão (agora que penso nisto, isto é assim um bocado para o óbvio demais) e levanta-as, como que tendo terminado um passo de magia, enquanto diz "Vês?". A mim só me apetece dizer "Sim, vejo que, uma vez que não tens o aplicador de plástico, ou a coisa correu mal, ou não leste as instruções, porque não é suposto ele desaparecer".

Senhores, eu sei que isto vos enoja, mas há coisas que têm de ser analisadas. E sim, o anúncio é bem intencionado, mas fica só por isso mesmo - pela intenção.



Pronto, era isto.

(Eu sei que falar de formações sérias e depois analisar um anúncio de tampões não é muito coerente, mas a minha cabeça anda a pensar em muita coisa ao mesmo tempo, dêem-me um descontinho...)


Quem quer saber mais sobre...

... Primeiros Socorros, diga "Eu"!


 Primeiros Socorros - Sexta feira, 6 de setembro, às 15h
Duração: 3h


... Língua gestual, levante a mão!

 Língua Gestual Portuguesa - Terça feira, 10 de setembro, às 10h30
Duração: 5h (manhã + tarde) 


Em todos os casos, se  quiserem saber mais sobre uma, outra ou ambas as coisas, entrem em contacto comigo! As datas são passíveis de serem alteradas, em função da disponibilidade dos participantes.

Formações de curta duração, a realizar no Porto (Maia). Bom ambiente, instalações simples e confortáveis e preços simpáticos. Conto convosco! E se me ajudarem a partilhar, fico-vos grata daqui até... bem, até bem longe! :) Obrigada!


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

E uma foto de pessoa adulta, tem?

Se há fenómeno que não entendo é esta moda / tendência / o que lhe quiserem chamar que os candidatos a emprego têm de colocar no CV uma fotografia deles mesmos, mas totalmente distorcida. Mas de forma a que, para além de não percebermos às vezes se se trata de um homem ou mulher, ainda ficarmos com dor de cabeça só a tentar descobrir. É verdade, dos CV que vou recebendo semanalmente, diria que 50% deles têm esta variante. Os autores devem achar aquilo o máximo; a mim, como recrutadora, só me faz pensar que as pessoas ou têm defeitos físicos muito evidentes a esconder ou cometeram algum crime e distorcem a imagem para que ninguém possa refletir sobre ela.
Vamos lá esclarecer: se querem associar fotografia ao CV deve ser com um dado propósito, que não o de serem recusados, certo? Se não querem enviar fotografia, ninguém exige tal, estão no vosso direito.
A sério que gostava que alguém me explicasse este fenómeno e que objetivo lhe está subjacente. Ou não tem objetivo algum e é só uma forma de testar os Instagrams e demais softwares de tratamento (ou "destratamento") de imagens desta vida? Caramba, haja paciência...

Nós devemos ser muito estranhos.

No ano passado tivemos a felicidade - e a oportunidade - de poder fazer umas férias ao nosso gosto: na Natureza, sem confusões, para locais nada turísticos e a descobrir recantos que, se planeados de antemão tendo em conta disponibilidade de hotéis e não propriamente o que interessa, nunca teríamos descoberto.

A nossa opção foi o nordeste transmontano e o percurso do Douro Internacional pela raia. Foram umas férias fantásticas. Apanhámos um calor quase insuportável em alguns dias (e acreditem que se vos digo isto, sendo eu uma friorenta crónica, é porque estava mesmo quente!), mas tivemos umas férias para não mais esquecer.

O nosso percurso foi todo "desenhado" por nós, à medida que andávamos; só tínhamos três dormidas garantidas em locais diferentes e só as reservámos porque a altura em que fomos coincidia com muitas festas naquela região, o que nos poderia impedir de conseguir arranjar boa dormida (e barata). As nossas opções recaíram sobre locais recuperados e/ou adaptados, como antigos solares quase desertos em aldeias perdidas e com uma qualidade e preço difíceis de imaginar (já para não falar na simpatia e hospitalidade das pessoas) e em opções baratas e saudáveis em termos de refeições.
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Não houve luxo nenhum, não houve hotéis XPTO com SPA e piscininhas, não houve refeições diferentes e à grande e não houve qualquer gasto que tivéssemos considerado errado. Conhecemos aldeias, encontrámos miradouros que muitos nem sequer imaginam que existem, visitámos barragens e albufeiras de barragens num número consideravelmente superior ao normal, estivemos com os meus queridos burros (eu, apaixonada por burros mirandeses me confesso!), partilhámos opiniões e experiências com quem nos acolheu, comemos bem e em conta e vimos paisagens que nunca ninguém nos roubará da memória; em troca tivemos umas férias inesquecíveis. E isto, para nós, é que são férias, meus senhores. Não somos como 90% das pessoas da nossa idade, bem sabemos, nem preferimos a cidade, os hotéis, as piscinas e as praia ao campo, no que se refere a escapadas de férias. Mas somos boas pessoas, a sério. :)

Este regresso não está a ser fácil...

Tenho tanta coisa para contar e tão pouco tempo para vir aqui... Em mente tenho coisas e cenas caricatas das férias, famosos, experiências, ofertas de que usufruí, sugestões do dia a dia e um ou outro desabafo sobre a vida. Não sei se é interessante, mas sei que estou ansiosa por vos dedicar algum tempo. Não deve tardar (espero!). Desculpem.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Se hoje é segunda feira, está explicado.



Está explicado por que é que eu hoje, logo de manhã, no reinício de tudo depois das férias, tive uma pessoa a pedir informações sobre preços e a lamuriar-se durante cinco minutos sobre o quão alto e diferente o preço é da concorrência, que os outros têm mais isto e oferecem mais aquilo, bla bla bla.

Está explicado porque é que a senhora não se calou e estava a testar a minha paciência até quase ao limite.

Está explicado o porquê de esta senhora ter aparecido logo hoje. Está explicado: é segunda feira, tive a minha paciência a teste e acho que passei com alguma distinção. Sem fazer afronta e terminando com um inspirador "qualquer que seja a sua decisão, amigas na mesma".
[No fundo, não é bem assim, porque eu não gosto que me comparem a outros que não fazem o mesmo que eu e que não têm os mesmos serviços, mas como já estou habituada a que os pais e avós desta vida andem enganados em relação àquilo que as suas crianças andam a fazer nas ocupações de tempos livres... não me surpreende, nem gosto que me afete.]

Eu sei que este esquema do "mas a concorrência ainda oferece isto e faz mais aquilo" é o pão nosso de cada dia em todo o lado e que metade é bluff. Mas incomoda. Sobretudo a uma segunda feira. Pior se for a primeira depois das férias.

(Respira fundo, Joana. Respira fundo.)