quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Ah, que somos tão naturais a fazer isto..."

Ora pois que ontem, já tarde, começámos a jantar. O cansaço do dia quase não nos fazia falar e estávamos assim num discurso leve sobre as nossas coisas, quando, de repente, ouvimos de fundo, na "Dancin' Days" (lembrem-se que nós só temos 4 canais) um rapazito a dizer aos avós, sentados à mesa: "É a pizza Ristorante, da Dr. Oetker. É muito boa, não é?" 
Como disse? 
Olhámos um para o outro com aquele ar de indignação e dirigimos a nossa atenção para a televisão. E a coisa continuou, com o avô a fazer a sua avaliação: "Realmente, é muito boa. Nunca diria! A massa é fina e estaladiça e a piza é muito saborosa, bem melhor do que eu pensava." Nisto, vê-se a avó a olhar enternecida para o avô e para o neto e a outra moça (não sei quem é na trama) a sorrir e a virar a cabeça de lado, como que a dizer "Oh, que tenho de fazer este papel idiota, como se estivesse mesmo a sentir carinho por esta piza aqui em cima da mesa".
Triste.
E isto levou-nos logo para as lembranças de séries em que estas cenas forçadas e nada felizes (ou demasiado felizes para as personagens, pronto) aconteciam e nos faziam questionar "Porquê? Porquê?" A primeira foi a da série "Uma Aventura", em que os miúdos, em algum momento da série, mesmo que não fizesse sentido algum no desenrolar da história, lanchavam e todos - TODOS - bebiam Sumol, de uma forma que quase lhes partia os pulsos, tal era o cuidado que tinham de ter para que o nome da bebida ficasse voltado para a câmara. Isto já para não falar que as latas pousadas também estavam todas viradas para o espectador (imaginem seis latas voltadas para a frente e depois digam-me algo). A coisa depois evoluiu para o Sunny Delight, mas o essencial estava lá. Há tempos, era na anterior novela da SIC, em que quase semanalmente havia uma personagem que tinha de ir ao Santander Totta. Ou era pedir um empréstimo, ou rever o SPREAD ou era reunir-se com o seu gestor de conta, ou outra coisa qualquer. Andavam ali invejas, ciúmes e uns a quererem matar os outros e o que mais houvesse e depois havia ali uma pausa para ir ao banco. Nada forçado, portanto.

E é isto, meus amigos. Senhores das novelas, sois uns vendidos. Senhores espectadores... somos os burrinhos a comer a palhinha que nos dão....

(Sou totalmente contra estas coisas, mas se quiserem que eu publicite a minha empresa numa qualquer novela, eu também não digo que não, também me posso tornar numa vendida.
Naaaaaa, foi só para vos testar.)



quarta-feira, 17 de julho de 2013

No início desta semana fiz anos.

E muito poucas pessoas se lembraram disso. 

Não sou pessoa de andar a anunciar aos sete ventos que faço anos, mas, como qualquer ser humano normal, gosto de sentir o carinho das pessoas com as quais me importo e que considero relevantes na minha vida. Eu tenho essa preocupação com quem quero bem. Fiquei por isso, surpreendida e triste ao perceber que grande parte dos meus amigos se esqueceu da minha data e a deixou passar em branco.

Eu acho que um amigo sabe de cor - ou pelo menos, marca na agenda - o aniversário de quem gosta e com quem se importa. Eu acho que um amigo não conta com o Facebook para lhe lembrar que, naquele dia, a pessoa X faz anos. Eu acho que um amigo sabe - simplesmente porque sim - que não pode - nem deve - falhar essa lembrança.

Eu não tenho a data do meu aniversário em qualquer rede social e contava que os amigos não precisassem disso para se lembrarem de mim. Mas aparentemente, sim. Se fossem pessoas que já não me dissessem muito, eu não me importava e achava legítimo. Agora de amigos, não consigo não levar a mal, desculpem.

O que sentem vocês em relação a este tipo de esquecimentos? Como reagem?

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O "All you need is Love" da Optimus.

O sábado em que estivemos por Lisboa coincidiu com o sábado da gravação do novo anúncio da Optimus, em que centenas de pessoas estão numa praça a fazer demonstrações públicas de afeto, enquanto cantam (gritam) o refrão "All you need is love". Por isso, sempre que assisto ao anúncio, "vejo-nos" ali no canto, onde, acabados de sair do elétrico, nos questionávamos quão desesperado por fama se tem de estar para aguentar estar ali a torrar (seriam umas 2h da tarde - o pico do calor, portanto), inseridos numa multidão e sempre a ouvir uma sequência de "corta" / "vamos repetir" não sei quantas horas a fio. Enfim, escolhas.
Ah, o que fizemos nós? Fomos andando. E pela sombra, claro.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

A sério que não entendo.

Pais que falam super bem de um filho, que ele é um exemplo, que tirava sempre as melhores notas, que sempre esteve no quadro de honra da escola, que praticou imensas atividades sempre com muito êxito, que tirou o curso que queria (sentindo sempre a necessidade de justificar o porquê de não ter sido Medicina a escolhida - também nunca hei de perceber esta) e tudo e mais... e depois, de repente dizerem "Já a minha/meu segunda/o filha/o não tem nada a ver", seguindo-se depois um rol de coisas menos perfeitas que este faz.


Detesto e nunca hei de compreender pais que comparam filhos. Que fazem questão de dizer e mostrar que gostam mais de um do que do outro. Acho desprezável, na verdade. Imaginem, por isso, o que me custa na minha profissão ouvir estes desabafos de um pai/mãe que, depois deste discurso, conclui sempre o seu raciocínio com "E é por causa desta/e filha/o [o menos exemplar, aos olhos dele] que estou aqui." e não poder dizer "Não acha que pode estar aqui precisamente porque a sua filha / o seu filho nota que é feita essa distinção em casa?", mas, em vez disso, ter de aplicar o texto da praxe e dizer "É para isso que cá estou / estamos"...

E vocês... conhecem ou foram vítimas destas comparações? O que acham disto tudo?


Silly é a SIC.

Eu já considerava o "programa" Splash da SIC um atentado à inteligência dos espectadores, mas vi agora a publicidade a um novo "programa" que bate todos os outros. Chama-se Olé! e o objetivo é ensinar e avaliar esta nova cambada de falsos VIP e castelos brancos desta vida a pegar touros. Portanto, estas pessoas, com uma dignidade tamanha, em nome de uns minutos de fama, vão-se sujeitar a levar umas cornadas de um touro (põem-se a jeito e, nestes casos, não tenho a mínima pena) e, pior, a valorizar uma tradição hedionda do nosso país. 
Enfim, eu já sei que esta é a silly season, mas a SIC faz demasiada questão de levar o adjetivo à letra. Que pobreza.

terça-feira, 9 de julho de 2013

E pronto.

Os dados estão lançados. Vejamos se há muita gente interessada em Workshops de verão. Acreditem que a oferta cá da casa é muito interessante (o que me vai fazer querer participar em muitos deles, confesso)! ;)
Se estiverem interessados, é só dizer!


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Coisas a não repetir - #1

Isto:


Muito, muito, muito mau. Só de me lembrar do sabor, fico enjoada. A nata é má, o caramelo enjoa e aquilo a que eles chamam de "pipocas" são umas bolas tipo esferovite que sabem mal. Não recomendo e pessoas menos "enjoadiças" do que eu, também não. Má aposta.