terça-feira, 25 de junho de 2013

O São João de 2013 foi sinónimo de...

... caldo verde, boa sardinha (finalmente!) e uma salada de tomate e pimento daquelas estava para além de espetacular, mesmo;
a
... boa estratégia e timing perfeito na escolha dos transportes públicos;

... mau timing na hora da chegada ao local onde se pretendia estar para ver o fogo;

... quase sufoco entre as centenas de pessoas que não sabem ser civilizadas e acham que tudo vale para se conseguir um bom lugar;

... espera (loooonga!) pela abertura das vedações que impediam a passagem a pé pela ponte (que balança - e assusta - como em nenhum outro dia);

... livre acesso ao tabuleiro inferior da ponte;

... muitas marteladas em gente muito bem disposta;

... algumas marteladas (da minha parte) em gente errada, a saber: vendedores contrariados, uma velhota de muletas, um casal gay e uns quantos "gunas" de bairro, já francamente alcoolizados;

... marteladas (dadas a mim, por outros) em que me acertaram com todas as partes do martelo, menos a fofinha, que chia;

...cantar e dançar muito ao som de músicas pimbó-folclórico-antiquadas que passavam na Avenida dos Aliados;

... farturas, churros e Frisumo de Ananás;

... regresso com muito sono e ainda com capacidade extra humana para conduzir desde a estação de metro até casa.

... desligar a luz da mesinha de cabeceira às 3h40.


Eu sei, fui certinha, não bebi (não bebo!) e nem sequer passei nos locais mais típicos. Vimos muito álcool e atitudes erradas e que comprometiam a nossa segurança e resolvemos não arriscar. Mas mesmo assim,  não foi mau de todo, pois não?

E o vosso São João, como foi?

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Analisando um comentário.

Sobre este post que escrevi há dias, recebi este comentário:

"Não posso deixar de comentar... Façam todos esses esforços e mais alguns para ter trabalho, para trabalhar e pagar os meus impostos! Mas é muito complicado quando a margem que os patrões nos dão têm na base o teu ponto de vista! Se um dia eu fosse empresário não exigia de um colaborador mais do que ele pode dar, como se passa agora sempre com a desculpa da conjuntura! Não tem em justo pagar pelo pecador nem de ser mau só porque eu também passei por isso!"

Gostava mesmo de perceber os motivos que baseiam este comentário. Que margens se baseiam em que ponto de vista? O que disse eu que faz com que a leitora interprete que as minhas margens são grandes (quando são mínimas para mim, na verdade)? Onde é que eu digo que, como empresária, exijo demais dos meus colaboradores ou sequer me desculpo com a conjuntura? Que justo está a pagar por que pecador? Não entendi mesmo. Nada disto foi falado no meu post.

Cada um tem o direito à sua opinião, mas a verdade é que eu também tenho espírito crítico - sobre mim sobretudo e sobre os outros. E acho, muito sinceramente, que muitas pessoas (todos nós, diria) já passaram por muitas injustiças a nível profissional e, por isso, possam estar marcadas por essas más experiências. O que não significa, necessariamente, que todos os patrões façam o mesmo ou sejam injustos e não justifica que, por isso, que todos os candidatos estejam já prontos a "disparar" os seus ataques a todos os que estão na posição de recrutadores. Há, penso, alguma tendência para se culpabilizar os empresários, mas só quem lá está sabe o quanto, por vezes, custa lá estar. Falar é sempre mais fácil e parece-me que aqui há, claramente, alguma leveza na análise das minhas palavras.
Como profissional e empresária, tenho a plena consciência de que sou muito justa e de que faço o melhor por todos os meus colaboradores com os quais estou a fazer um caminho. Apenas têm de estar na mesma página que eu e querer trabalhar para o merecer. Como tudo na vida, no fundo. A recompensa chega sempre. Custa é trabalhar para ela, pois custa.

Será que estou a ser assim tão injusta na minha forma de perspetivar as coisas? Estarei assim tão errada?


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vou amuar.

Os seguidores, acompanhantes, leitores, amigos, companheiros, camaradas e o que mais houver deste blogue visitam-me, mas não me comentam.

Estou a começar a concluir que me estou a tornar desinteressante e depois fico triste e desato a resmungar com tudo e todos e - se não me ajudarem - a colocar frases fatelo-pirosérrimas sobre a vida, o amor ou a amizade, a pôr imagens de gatinhos e de cãezinhos e a lamuriar-me sobre as mais fúteis coisas da vida. 
É isto. 
Pronto, não se sintam pressionados. :D




terça-feira, 18 de junho de 2013

"Pessoas de Lisboa chamadas à receção!!"

Pessoas de, ou a morar em ou que conheçam bastante bem Lisboa. Digam-me, por favor: preciso de referências de uma pensão, hotel, hospedaria (o que for), que fique localizado próximo de uma estação de metro que me permita viajar, sem problemas, entre o Parque das Nações e os principais pontos de interesse da cidade (para quem só lá vai estar umas horas...). Importante é que o alojamento seja baratinho e limpo (e já agora numa zona segura)!
Digam-me coisas. Sou do Norte e a minha relação com Lisboa sempre foi bastante distante, sinto-me meia perdida. A gerência agradece-vos muito e vai pensar na vossa recompensa! ;) 

Vinde a mim, livrinhos!

Recebi uma carrada de manuais escolares antigos de amigos de amigos e, agora que já os coloquei nas suas devidas estantes, e que vejo que, a pequenos passos, cada vez mais o meu cantinho profissional se torna melhor, mais "recheado" e com mais alma, estou feliz, feliz, feliz! Eu contento-me com tão pouco. :)


Não é bonito de se ver.

Uma rapariga que esteve quatro semanas afastada do ginásio e muito próxima de antibióticos, analgésicos e anti inflamatórios resolveu retomar o exercício físico. Hoje parece que lhe partiram o pescoço e a coluna e lhe deram pontapés nos joelhos e no lombo, acompanhados de uns belos murros nos braços e onde mais possam imaginar. Resultado: a rapariga parece uma troglodita a andar a a movimentar-se. E vai lidar com público. Triste de se ver.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Isto de se recrutar pessoas.

Esta coisa de se ter de assumir um papel de recrutador, é lixada. As primeiras impressões podem ser falíveis, a empatia criada pode ser falsa (da parte dos candidatos, neste caso) e as atitudes podem deitar logo tudo a perder. 


Desde que abri a minha empresa e necessito de selecionar colaboradores, que me tenho vindo a aperceber que nem uma ínfima parte deles faz questão de fazer algum tipo de sacrifício para trabalhar, nem tem a humildade para perceber que se começa por baixo. Muitos deles vêm de cabeça empinada, a achar que são precisamente eles que têm o poder de decidir. Têm-no de facto, mas não são os únicos. Desde receber propostas e apresentações pessoais que indicam "Faço-me cobrar o valor X" (quem decide o que pode pagar sou eu, lamento), até me enviarem candidaturas por mail, sem assunto, sem uma carta de apresentação ou um pequeno texto que seja e apenas o CV (do género: lê o CV e é se queres!) ou me dizerem - fazendo-se de parvos e "atirando o barro à parede" - que as despesas de deslocação são grandes e eu sei que apenas fazem 3km, porque eu já vivi na zona onde eles moram, entre tantas outras coisas, tudo me deixa de cara à banda. 

Que sacrifícios se fazem hoje para conseguir trabalhar? Que princípios regem esta parcela jovem, que não conhece o valor da humildade e a importância de ter um trabalho? Que sociedade temos que apenas se regula por distâncias e consumos, e nem sequer considera um transporte público ou uma alternativa ao conforto?

Sempre que me recordo como comecei... a ganhar uma miséria... a apanhar frio, chuva, vento, calor, o que fosse nos autocarros... a ser contagiada com gripes 3 a 4 vezes por ano... a trabalhar adoentada... a passar horas sempre a dar explicações sem uma pausa que fosse para beber água ou comer... a pagar todos os meus impostos... a não retirar quase dinheiro nenhum e apenas a fazer tudo isto por amor à profissão e pela consciência da importância de fazer um caminho... fico contente pelo que fiz e consegui. Mas depois olho para o que há hoje à minha volta e desanimo. Melhor...fico parva, mesmo!

Que mentalidade... Que país... (Que futuro?)