quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Isto só a mim.

Vou eu a uma gasolineira abastecer o meu Xavier (o meu carro, para quem anda com informação em falta sobre esta minha pessoa) e decido pôr-me atrás de um senhor que, aparentemente, estava a limpar as mãos e a preparar-se para sair com o seu carrinho. Pois, aparentemente. Quando dou por ela, está o senhor a deitar o seu papelinho de papel fora (ok, até aqui não estava errada) e a despejar - literalmente, despejar - a sua bolsinha CHEIA de moedas amarelas e castanhas em cima desse balcãozinho da bomba. E vai de contar, moeda a moeda, quanto dinheiro tinha para a gasolina. No meio da tristeza que isto representa, pelo menos aparentemente, estava o meu desespero de ter estado ali cerca de oito (oito!) minutos à espera que ele acabasse de contar as moedas, fora o tempo que depois levou a, efetivamente, abastecer. Mas até foi rápido nessa missão e nem atrapalhou mais. Pronto, eram as moedas que estavam a pesar e a incomodá-lo, vamos pensar assim.
E lá seguiu a sua vida. E eu lá segui o seu carro com o olhar, só para me certificar que não ia escolher a mesma caixa de pagamento. Pobre caixa... o que deve ter penado a contar aquilo tudo, coitado.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ter uma empresa.

Eu desdobro-me em estratégias, eu luto em todas as frentes, eu estou sempre presente, eu dou o melhor de mim... mas isto de ter uma empresa é difícil. Custa a andar; custa mesmo. É difícil marcar presença, ganhar a atenção dos que já estão alheados das novidades e ser-se (re)conhecido. Todos me dizem que ainda é cedo - eu sei que sim. Mas, pela lógica das coisas, e somando todas as minhas pequenas lutas pela minha empresa, nascida somente da minha cabeça, merecia muito mais nesta fase. Não é falta de humildade; é, sim, consciência de que se fez e faz um bom trabalho e de que se é diferente e se está nisto da educação por puro amor e dedicação ao ensino e a esta coisa de se ser professor. E isso - não vale a pena falsas modéstias - merecia ser recompensado.


Esta coisa do amor...


 ... não devia precisar de livro de instruções, pois não?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Up... and down... and up... and down...

Dia 1: eu estive com dores.
Dia 2: deixei de estar com dores.
Dia 3: estive com dores de garganta.
Dia 4: fiquei sem dores de garganta.
Dia 4: tive uma noite boa de sono.
Dia 5: tive uma péssima noite de sono.
Dia 5: tive voz.
Dia 6: fiquei sem voz.
Dia 5: estava saudável e sentia-me bem.
Dia 6: estou com uma pseudo-gripe e sinto-me um caco.

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Se me ofendem, levam. Fica a lição.

Ontem chamaram-me mentirosa. No âmbito do meu trabalho. Negaram coisas que eu fiz corretamente, ripostaram em frente a chefias, tentaram (não conseguiram!) vexar-me em frente a alunos/formandos e manipularam informação, de forma a parecer que daquele lado estava o exemplo e deste a incompetência. E isto quando é precisamente daquele lado que reside TODO o problema e TODO o cocó. Tiveram azar com a pessoa com quem decidiram implicar, porque o meu trabalho, contactos e tudo o mais está registado, porque nem num só momento me deixei ficar e porque as evidências não lhes deram o que mais queriam - razão. Apesar de, naturalmente, eles não terem admitido nada e terem achado que tinham a razão toda. 
Mas claro, isto foi a minha reação lá, frente a frente com as pessoas e com os nervos a fazerem-me falar assertivamente e a mostrar determinação (quando estou enervada, tenho uma retórica impressionante, acreditem). Já sozinha em casa, a história foi outra. Um mal estar tão grande, que só me apetecia partir a cara de quem me quis derrotar tão injustamente. Reconheço a boa profissional que sou, o método e rigor que deposito em tudo o que faço, e não admito que ninguém me venha acusar de coisas que não fiz ou negar as que, efetivamente, fiz e de forma sempre correta. NINGUÉM.

Mas pronto. Bastou imaginar a inergúmena pessoa a rebolar num monte de esterco, a querer levantar-se e, a cada vez que o fazia, voltar a escorregar e a bater com a focinheira na porcaria, que fiquei logo melhor.

 (Ser-se professor e formador neste país.. só mesmo por muito amor à profissão, de facto. Somos explorados a todo o momento e em todas as situações, é impressionante. Pronto, foi um desabafo...)


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Não é difícil perceber a mensagem, acho eu.

Por regra, acordo de manhã com a emissão da Rádio Nova. É uma forma suave de começar o dia, musiquinha chill out, uma clássica aqui, um jazz ali e muito pouca coisa comercial. No início, até nem gostava do programa da manhã, sobretudo pelos locutores, mas nos últimos meses rendi-me. Têm realmente graça e são inteligentes nas análises, sem fazer as chalaças previsíveis, como acontece com outras rádios. 

Hoje, falavam da meteorologia. E lá foram ao encontro da minha teoria. Eis o que postaram no seu FB e que traduz, mais ou menos, o que disseram:  
"Bom dia. Passou o Carnaval, parou a chuva e sobem as temperaturas. Os próximos dias vão ser assim, e até com um pouco mais de sol.
A chuva volta quando? Bem, quando é que algumas organizações resolveram repetir os desfiles, para compensar o mau tempo dos últimos dias? Domingo. Pois, domingo volta a chuva.
"

Eu andei estes dias todos a dizer que o São Pedro não quer que façamos papel de parvos em desfiles descabidos e desnudados em pleno inverno, mas ninguém me liga. Eu andei sempre a dizer que chove SEMPRE no Carnaval em Portugal e que isso não é por acaso - é uma mensagem subliminar. Eu andei sempre a dizer que se alterassem os desfiles e corços para outro dia, choveria antes de dia 19, que era a previsão meteorológica há dois dias. Ontem foi comunicado que se faria o desfile de Carnaval no domingo. E pronto. Haja alguém que subscreve a minha teoria - é que domingo não é depois de dia 19.

Até o S. Pedro se deve rir connosco...
(Se fôssemos tão persistentes noutras lutas, como nesta, estaríamos bem melhor...)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Há pessoas que gostam mesmo de se encafuar nos hipermercados, nos dias em que mais de metade da população não está a trabalhar, em que chove lá fora e em que se estava mesmo bem era em casa, com uma mantinha, um cházinho quente e uma televisão ou um livro. E depois há aquelas que vão porque têm de ir e que lamentam cada minuto que lá estão. Adivinhem agora em qual das duas me enquadro...