quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cheiro a queijo.

Quer dizer, não sou eu que cheiro a queijo. Tenho é, de há uns dias para cá, uma sensação persistente de que me cheira a um misto de chulé com queijo da ilha (reparem no pormenor de ser da ilha). Ando sempre a chatear as pessoas para me cheirarem (nota: pessoas muito próximas) e confirmarem se tenho alguma fonte de cheiro semelhante ao que me parece perseguir.* Nada. Ao que parece, não cheiro nem à minha volta nada cheira a chulé com queijo. Estou preocupada.

Eu sei. Eu não sou normal.

* Pessoas que me aturam, obrigada.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A minha vida é uma alegria.

Vinha eu a chegar à empresa a pensar como o dia de ontem correu e acabou bem e, mal estaciono e estou a tirar as chaves da carteira, a condutora do lado deixa cair a porta do lado do condutor e zás, vai de bater na porta do lado do passageiro do meu carro. Levanto-me chateada e vou ver os estragos. Diz ela, muito calmamente, enquanto veste o casaco e se prepara para ir à sua vida, sem a mínima réstia de preocupação: "Não tem nada, não foi nada". Eu lá me controlei junto da Sra. Dondoca (mas da minha idade, o que ainda é mais triste) e disse "Tem a certeza que não foi nada mesmo?", enquanto fui ver a porta. Ela nem sequer esperou um minuto e lá foi, sem um "desculpe" ou um "precisa de alguma coisa?" ou um "quer um contacto?" ou o que fosse.
"E tu não disseste mais nada?" - perguntam vocês, e bem. "Não". E sabem porquê? Porque a empresa é minha, o estacionamento onde isto aconteceu é em frente à minha porta e ali podia estar, naquela Sra. Dondoca, uma potencial cliente ou, talvez mais provável, uma Sra. Dondoca que me poderia fazer má publicidade, só porque sim.
Engole o sapinho, Joana!

Lição do dia: nunca ficar animada demais com as coisas. Há sempre alguém mais animado do que tu e com muito mais tempo nas mãos para te estragar o dia.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Agora que penso nisto...

... vou ter de engendrar um plano qualquer, a muito breve prazo, que não me deixe dependente somente da minha profissão. A coisa lá para o Verão para e a minha vida não, convém continuar a comer.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Transportes (de germes) públicos

Eu ando de carro, não me constipo.
Eu ando de autocarro, é automático - já vem doença a caminho.

(Sou uma fraca, caraças...)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Antes de atirarem foguetes...

... pensem um pouco.

O valor que o governo ganhou no IRS e no IRC foi abaixo das expectativas. Porquê? Porque não há empregos, logo não há deduções ou contribuições.

O valor que o governo ganhou com o aumento das taxas de IVA foi abaixo das expectativas. Porquê? Porque não há emprego, logo não há poder de compra.

O índice de despesa do Estado (ou seja, todas as mordomias que andamos a pagar) está EXATAMENTE igual ao que estava em 2011, isto depois de se terem feitos cortes enormes em tudo o que é usufruto por lei dos cidadãos portugueses - reformas, pensões, subsídios de férias, de Natal, de desemprego, etc - e se terem cobrado coisas a mais por qualquer passo que se dá. Já para não falar da paragem total de investimentos de valor para o nosso país. [Ou seja, onde raio foi parar o dinheiro? Que uso se fez desses milhões?]

Portanto, expliquem-me lá porque é que estamos todos contentes, afinal...? Porque houve uma procura dos mercados e se ESPERA que a coisa vá mudar? A sério? Estamos contentes e sentimo-nos aliviados da pressão por que motivo? A sério, não entendo.

Eu cá acho que é motivo para nos revoltarmos. O Estado faz pouco de nós a cada instante, mas consegue-nos dar a volta. Basta por-nos a manjedoura toda recheada e e nós lá comemos a palha. Burros, nós.

Mas pronto, cada um acredita no que quer, é livre de ser mais ou menos otimista e tem uma cabecinha para pensar.
(Se quiserem e tiverem um tempinho, vejam este vídeo e acompanhem o meu raciocínio)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A safadola.

Há gente com muita imaginação. E com muito tempo nas mãos, também.
Chegou-me há minutos uma mensagem de spam. Essa mensagem tinha um remetente. Ou melhor, umA remetente: 


  
Clap, clap, clap.
 Isto merecia um prémio. E era pouco.