segunda-feira, 16 de julho de 2012

Não se importa de repetir?!

Hoje, em casa, enquanto tratava dos últimos acertos antes de sair, resolvi ligar a televisão. Na SIC.
Erro, erro, erro.
Estava a Sra. D. Maya a falar, a deitar cartas e a fazer previsões. Lá para o meio costuma dar um caso, que eles designam de "O Dilema" que, basicamente, é uma reportagem sobre o percurso de vida de alguém que tem um dilema e quer saber uma resposta para as suas dúvidas. Depois vai lá a estúdio, quase nada diz, ouve o que a Sra. D. Maya tem para lhe dizer e sai sem ninguém dar conta. Estamos a falar, portanto, de um belo momento de televisão (not!).
Hoje, na reportagem, o narrador disse isto:
a
"Ou vivia ela, ou vivia o bebé que carregava no ventre. O que terá decidido Lídia? Não perca o desfecho da estória... já a seguir."
a
Ora portanto, a senhora esteve presente em toda a reportagem, a senhora estava a falar na reportagem e a senhora era quem iria a estúdio e estava com o dilema. Parece-me que é bem fácil de perceber o que terá decidido a Dona Lídia, caro narrador.
Santa burrice e desmazelo.

E é por isto que de manhã é "Bom dia Portugal" e mais nada.


Os dois amores agora são outros.

Lembram-se de eu ter escrito isto?
Pois é, afinal eu tenho mesmo dois amores. Só que, neste momento, um é humano e outro é de lona. :)


sábado, 14 de julho de 2012

Eu hoje podia estar no Optimus Alive.

Pois podia. Com oferta de bilhete. Não fosse ser em Algés e acabar às 3h da manhã. Não fosse amanhã ser o dia que é. Não fosse precisar de pernoitar por ali. Não fosse eu adorar a minha família e os meus amigos e querer passar com eles a minha data.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A diferença.

Hoje, quando fui ao centro de saúde fazer umas análises, ao meu lado na sala de espera da enfermaria estava uma mãe com uma filha.
O que torna isto especial é que a filha desta senhora era deficiente profunda. De tal forma, que o seu grau de deficiência não permitia perceber se se tratava de uma menina, de uma adolescente ou já de uma mulher. De tal forma, que não se encontrava qualquer semelhança com a pessoa que a acompanhava e, dificilmente, com qualquer outra. De tal forma, que não tinha capacidade de articular qualquer palavra e só conseguia comunicar por gemidos e gritos. De tal forma, que nunca conseguirá ser autónoma e dificilmente sobreviverá sem a mãe.

Fico sempre muito impressionada quando vejo estas mães com estes filhos e o amor que lhes dedicam. Não há muitas pessoas que tenham a capacidade de lidar com este grau de deficiência.
É de louvar esta força quase sobre-humana e esta coragem e dedicação. E é de pensar duas vezes antes de dizermos coisas como "não tenho sorte nenhuma". Nós somos é extremamente afortunados, isso sim.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sai mais um episódio desta novela, ó faz favor!


Ah... este lambe botas do Relvas!... Ah, este panhonhas que nem se pronuncia, tal é a consciência da verdade!... Ah, este palerma de meia tigela  que nem os amigos consegue manter por perto!... 

Eu já passei a fase da revolta, já só me rio. Quanto mais voltas dão à história, mais se enterram. 
Simplesmente brilhantes, estas encenações políticas! É que nem cobrir as costas conseguem. 
Clap, clap, clap! Nem a pagar veria tamanho espetáculo de entretenimento.

Quanto mais se mexe na porcaria, pior ela cheira. Nunca ouviram isto, meus senhores?


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mental Note sobre ontem

A questão não é só O que se diz; é sobretudo COMO e QUANDO se diz. E isto serve para todos, mim incluída.
Só isto.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Tu não és normal - 9


Sempre que me cruzo com uma carrinha de transporte da GLS, começo-me a rir do nada.
E porquê?
Porque na minha pequena cabeça só me ocorro que GLS é "Gays, Lésbicas e Simpatizantes".
E, para piorar, lembro-me sempre disto:




E rio, rio muito sozinha. As pessoas começam a olhar para mim com uma cara estranha e eu lá tento disfarçar com uma tosse fingida e um lenço de papel.
É triste, eu sei, mas não consigo resistir, que hei de fazer?