quinta-feira, 21 de junho de 2012

20, 29 e 2.

São números da sorte, mas não de qualquer tipo de jogo.

Eu vou até morrer
Ser teu se me quiseres.
Agarrado a ti
Vou sem hesitar;
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti,
Meu amor.

(João Só e Lúcia Moniz)


Das idosas e dos autocarros. E de como um podia passar em cima do outro.

Tanto havia a dizer sobre isto... tanto paninho para mangas... mas cinjo-me a esta bela história passada hoje.
Eu ia no autocarro, atrapalhada como sempre, com malas, carteiras, sacos e guarda chuva e a conseguir-me segurar sei lá como num dos varões (isto soa mal, mas eu não sei o nome oficial daqueles ferros do autocarro). Estava na zona do meio do autocarro. Para trás, tudo cheio de pessoas, sem espaço para mais ninguém.
De repente, surge uma daquelas mulheres a puxar ao idoso (em mentalidade, não em idade real) a resmungar, a empurrar toda a gente e a dizer (como se alguém lhe tivesse perguntado alguma coisa) "passar lá para trás", "passar lá para trás". Ela quase me levava com ela, tal a determinação em ir para o fundo do autocarro. Recordo que não havia espaço para ninguém. Ela mesmo assim empurrou toda a gente e, quando conseguiu ficar entalada entre uma pessoa e um banco (devia ser o objetivo dela para este dia), disse "Veem uma pessoa a precisar de se sentar e ninguém cede o lugar."
Desculpe?- pensei. Deve estar a brincar, a velha, só pode.
Felizmente ninguém lhe cedeu o lugar. E ela ali, com o seu orgulho de esta-estratégia-funciona-sempre ferido. Foi a melhor resposta que poderia ter tido para tamanha má educação e desrespeito.
a:
Irritam-me solenemente estas pessoas, sou muito franca. Não me custa nada ser amável e ceder o lugar e faço-o inúmeras vezes, mas nesta situação nunca o faria. Fazer da idade uma desculpa para tudo e utilizá-la como prova de maturidade e razão, só realça o desrespeito pelo próximo e a crassa pobreza de espírito e de gratidão para com os outros. Tristes, estes espécimes.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Alguém me explica? - 1

(Inicia-se hoje temática totalmente irrelevante para alguns, mas de extrema importância para tantos outros - eu incluída. Eu questiono muita coisa no meu dia a dia e acho que tenho bons e fiéis leitores que me podem ajudar nestas minhas interrogações constantes. Por isso, é natural que este título vos surja mais vezes nos próximos tempos. Toca a colaborar, meus senhores e minhas senhoras!)


Película Transparente - a embalagem com os "dentinhos":

Alguém me explica por que raio as embalagens onde vêm os rolos de película aderente têm sempre aquela imitação de lâmina sob a forma de "dentinhos" afiados que, supostamente, cortam a película na perfeição, mas que, na prática, só cortam os dedos de quem abre a embalagem para tirar o rolo cá para fora, embrulhar a película à volta dos alimentos e, no final, cortá-la com os dedos?


sábado, 16 de junho de 2012

Por aqui.

Os dias não têm sido os melhores. São notícias relacionadas com saúde, são problemas no trabalho, são tristezas e dúvidas de amigos, são maus desfechos e são poucos momentos de boa disposição, porque a cabeça com isto tudo não consegue dar descanso ao coração. São dias estranhos, em que estamos numa espécie de patamar à espera do que aí vem, já por si muito indefinido. É uma ansiedade má, no fundo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A vida como ela é.

Há uns largos meses soube da história de um colega do meu rapaz que lutava contra um cancro. Tudo previa o pior, mas o senhor começou a tomar uns produtos naturais (vulgo mezinhas) e, aparentemente, melhorou muito e o cancro entrou em remissão. Nenhum médico soube explicar o fenómeno. O senhor melhorou a olhos vistos, engordou e recuperou muita da energia e da alegria de vida que tinha perdido.
De há um mês para cá, a coisa piorou - e muito. Os órgãos começaram progressivamente a entrar todos em falência, a cada hora dos últimos dias havia uma notícia pior e o que se previa - infelizmente - aconteceu. 

Eu sou bastante cética quanto a estes "produtos naturais" e a estas receitas de avó para curar todos os males. Se neles estivesse a cura para esta doença, haveria interesse da parte de todos que tal "receita" fosse divulgada universalmente, ou não? Acredito em algumas medicinas alternativas, isso sim, porque a nossa tradicional muitas vezes chega a um ponto em que já não consegue avançar mais nas investigações e diagnósticos. Mas curas milagrosas desconhecidas não me convencem. Acho sempre que, para curarem uma coisa, estragam outras. E já estive mais longe de ter razão, parece-me (infelizmente).

Nestes dias.

Esta semana anda a correr bem. Há muito trabalhinho e muito pouco tempo livre. Ando cansada, mas sinto-me útil. E isso é quase tudo, neste momento.


Digam-me que não sou só eu.

Ao longo do dia vou vendo tanta coisa e pensando em tanta coisa, que se o blogue se escrevesse através de telepatia, não havia memória suficiente para aguentar as minhas teorias e apreciações. Lá continuo o meu dia e, quando chego ao computador e me preparo para debitar tudo o que se me passou pela cabeça... tcharan... não me lembro de nada do que tinha para dizer. Que maravilha de memória, hã?
Das duas uma: ou é a idade, ou é a demência a dar sinal.
Pior, pior é se forem as duas.