quinta-feira, 17 de maio de 2012

Resistência física - 1º Balanço

Portanto, foram 30 minutos. 15m de uma coisa + 15 m de outra coisa. Ambas difíceis e, mal sabia eu, dolorosas. Passaram-se 24h. E eis-me aqui, prostrada de dores. E  limitada nas mais comuns tarefas do dia a dia:

- caminhar. Deixei de conseguir andar como uma pessoa normal. Desde ontem que só cambaleio e pareço um daqueles mânfios de bairro a andar. Imaginem os vossos ombros a balançar a cada passo que dão e a fazer um 8 à medida que caminham. Assim ando eu.

- escadas. São o mais recente suplício. Só a ideia de descer escadas é dolorosa demais. Custa-me o caraças descê-las e, quando o faço, tenho tantas dores nos músculos das pernas, que só lá vou agarrada ao corrimão, a fazer caretas e saindo uns 3 minutos mais cedo de casa.

- sentar-me. Sim, este é o pior. Conjuga tanta dor que nem vale a pena descrever ao pormenor.

- conduzir. Nunca pensei que carregar numa embraiagem pudesse causar tanta dor. É que até me apetece ir por auto estradas e pagar as passagens nos pórticos só para não ter de andar pelas localidades em para-arranca nos semáforos, cruzamentos e passadeiras.


Resta-me dizer que eu não exagerei no exercício, ao contrário do que possam pensar. Nada disso. Acho até que o primeiro treino foi fraco, mas eu é que estou de tal maneira, que qualquer coisa me deixa assim. Isto já para não falar de quanto tempo demorei ontem a conseguir voltar a respirar como uma pessoa normal e a ganhar uma cor que parecesse não estar a ter um ataque cardíaco. Enfim, sou uma fraquinha do caraças.
Amanhã volto à luta.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Estou uma fraca de resistência física, é o que é.

Vamos lá aos dois exercícios físicos que mais me custam em todo o universo, a bem da minha saúde. Só de pensar neles já estou com dores musculares, bolas... mas tem de ser. Vou investir no apelo musical, a ver se pega comigo.




(Se eu postar esta minha intenção aqui no blogue, sinto-me mais forçada a não falhar ou arranjar desculpas, estão a perceber a estratégia? Não me dêem descanso, ó faz favor! A música pode não chegar...)


Estou a incomodar?

Vim agora da padaria. Estava na caixa a aguardar que a funcionária chegasse para eu pagar o pão e atrás de mim está uma senhora. A funcionária chega, eu faço o pedido e pago e, enquanto isso, a mulher atrás de mim não se cala, empurra-me assim "de fininho" e fala com a dita rapariga como se eu não estivesse lá e sempre a tratá-la pelo nome próprio, como se fosse empregada dela. "Ó Carla, o pão é fresco?", "Ó Carla, depois para mim escolhe os melhores, já sabes." e "Ó Carla, depois para mim são 9, que não gosto de números pares." foram só algumas pérolas. Diga-se que a senhora tem idade para ser a mãe da "Carla" e que, enquanto eu arrumava o troco, olhou para mim de cima a baixo umas duas vezes e com a cara distanciada de mim a uns 15 cm. Apeteceu-me dizer: "Estou a incomodar?", porque no fundo eu estava a respirar o ar dela e isso deve-lhe causar aflição. Ou isso, ou então sou eu que sou extremamente sexy para as lésbicas, só pode.

Ah, e... a senhora tinha uma garrafa de vinho (selada, mas mesmo assim) na mão. Não sei se isto explica alguma coisa.  

Chiça lá para estes malucos! O sol liberta-os e eu é que apanho com eles...


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lembrem-me disto de futuro, por favor.

Achar que posso conseguir reunir todos os primos que tenho espalhados de norte a sul do país e que consigo combinar um convívio com todos, com concordância no dia, no local e em mais qualquer coisa que entretanto surja... e que todos responderão atempadamente... e que não complicam... e que... enfim, já devia saber destas coisas, já levo alguma experiência de vida. 
Ah, Joana... tão bem intencionada e sempre tão inocente e sonhadora...

No caso de eu me voltar a esquecer, relembrem-me, por favor, para não me meter mais nisto - pelo menos sozinha.  
Agradecida, meus caros companheiros de viagem.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ontem, na televisão.

Ontem a RTP apresentou uma grande reportagem sobre o cancro da mama e sobre a forma como mulheres e médicos vivem este drama. A peça foi estruturada em sentido crescente, ou seja, a jornalista acompanhou (e "vendeu" bem essa ideia na promoção do seu programa) uma mulher desde o momento em que lhe foi diagnosticado o cancro até à reconstrução mamária. O pior foi que foi tudo gravado, qual reality show. Foram mostrados todos os momentos dessa caminhada, as lágrimas, os reconfortos, os desesperos, etc.
Eu não vi esta reportagem, porque me revoltei com isto. Apenas a ouvi ao longe e foi o suficiente para sentir uma enorme frustração por este tipo de jornalismo. A que mundo chegamos nós, que quer ver o drama e as lágrimas de uma mulher, que a acompanha desde que lhe dizem que tem cancro (tipo Ed TV) até ao passo final rumo à recuperação? Que nos traz isto de bom? Não me digam que informa, porque não é deste tipo de informação de que precisamos. Não me digam que faz o retrato real, porque há uma diferença entre retratar e fazer daquilo um espetáculo.
Há muitas formas de mostrar a realidade e de a explicar. Ontem, a RTP1 e a Mafalda Gameiro puseram, para mim, claramente a "pata na poça". O objetivo podia ser o melhor, mas toda a ideia da reportagem foi muito mal pensada. Uma tristeza de ver e uma desilusão daquele que considero o melhor jornalismo que se faz em Portugal. Ontem, no entanto, vacilei um pouco nesta avaliação.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sempre a esperar...

Quando é que vai chegar aquela fase da vida em que tudo está mais tranquilo, em que as coisas dão mesmo gosto e em que dá vontade de acordar todas as manhãs com um sorriso, sem previsão de que algo vá correr mal? 
(Ela vai chegar, não vai?)


Pronto.

E esteve sol.
Gracias.