terça-feira, 24 de abril de 2012

O que marcou este fim de semana.

Casamentos. Convites de casamento.
Fiquei muito feliz com as novidades [e um bocadinho assustada com o orçamento, pronto... ;)] e com a forma como a vida de quem faz e fez parte da minha está a evoluir. Que bom, mesmo! :)



quinta-feira, 19 de abril de 2012

À volta.

Às vezes, convinha que as pessoas percebessem que os outros não estão sempre necessariamente na mesma maré que eles. Que há momentos. E que há frases erradas, tons errados, tempos errados. Mas isso é um exercício. Implica estar mais atento ao que se passa fora da sua bolha e olhar um bocadinho mais para fora do seu próprio mundo.


Ontem foi mais uma.

Mais uma fase em que a água transbordou do copo. São muitas pequenas gotas disfarçadas até uma enchente que não deu mais para aguentar. Ontem, voltei a questionar tudo sobre a minha vida profissional e cheguei a conclusões más, talvez desfasadas da realidade, mas muito influenciadas por tudo o que (não) vejo a acontecer, e que minaram a minha auto estima e me alojaram uma enorme dor no coração.
Ontem não foi um dia bom e os reflexos teimam em manter-se aqui, ainda hoje. E talvez não fiquem por pouco tempo, infelizmente.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A televisão. E depois, a TVI.

Vai o senhor ver em casa o que se passa com o sinal digital, que não havia maneiro daquilo funcionar. Duas horas passadas, cabos mudados, antenas redirecionadas, sinais amplificados e mais uns quantos ajustes e a coisa dá-se. Quatro canais com imagem perfeita, cores e definição excelentes e bom som. Bom som, quer dizer... até chegar à TVI. Está a dar o programa "Você na TV" e a qualidade do som está fraca. Digo eu ao técnico: 
"Este som na TVI não está muito bom, pois não?". 
Diz ele: 
"Pois não, mas isso é mesmo da Cristina Ferreira. É só esperar que o programa acabe que o som da TVI melhora logo."
Foi inevitável rir-me (e não foi pouco) e concordar. A verdade é que à noite, quando regressei a casa, o som do Jornal das 8 era igual ao de qualquer um dos outros canais.
São uns galhofeiros, estes técnicos do audiovisual. Gostei do sentido de humor apurado e no timing correto, sim senhor. Haja boa disposição, caraças! Assim até custa menos pagar o serviço. (Mentira. Custa na mesma. Isto é só para me iludir.)


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Desculpem lá a interrupção...

... mas serei a única pessoa deste mundo que sente uma quebra arrasadora da auto estima sempre que consulta o site do Expresso Emprego? Eu sei que aquilo é maioritariamente dirigido para quadros e que o grupo a que pertence o jornal é o que é, mas é impossível não duvidar de mim mesma sempre que vejo grande parte das ofertas que lá são publicadas. Visitar o site é saber que passados alguns minutos me sentirei o ponto mais pequeno do universo. E bate sempre certo, essa é que é essa.


O fim de semana.

(Eu sei que já ninguém (sobre)vive sem as minhas habituais palavrinhas sobre o fim de semana.)

Sábado: Limpezas, muita cozinha, indisposição valente do moço e falha no objetivo de arejar e passar para além das 4 paredes.

Domingo: madrugar, passear, mar e vento, regressar, cozinhar, receber, ouvir muitos elogios, conviver, partilhar, gratificar, apalhaçar, rir e adormecer muito feliz.  


quinta-feira, 12 de abril de 2012

A bela arte de encher chouriços e de eu, inocente, cair na esparrela. Mas sempre com um sorriso, que eu cá não sou antipática.

Ia eu a caminho do centro do Porto, quando encontro no autocarro uma ex-colega de trabalho do meu pai que, dito assim de forma rápida e objetiva, é uma chata do pior. A senhora é simpática e - calha bem - sempre gostou muito de mim, pelo que, assim que me encontra seja onde for, sai de onde estiver para ir "ali" falar comigo. 
Sou muito sincera - eu hoje até a vi a entrar no autocarro e a sentar-se, mas não estava com disposição para grandes conversas e, por isso, fiz que não a vi. Está bem, abelha, não a vês tu, mas viu-te ela a ti! Levanta-se de imediato do lugar onde está, vem ter comigo, e mesmo antes de um "olá", pergunta-me onde vou sair. Faltando (infelizmente) ainda umas valentes paragens até à minha de saída, ela prontamente se veio sentar a meu lado, logo que vagou o lugar e disse "Ainda bem, que assim podemos falar um bocadinho". Na minha mente, tenho a ideia de ter revirado os olhos, espero que tenha sido só um gesto puramente mental. Mas lá suspirei com um sorriso, conversa de circunstância, béu béu béu e tudo para chegar ao motivo de hoje.
- "A Joana ou o seu paizinho já entregaram o IRS?"
Pronto, imaginei-me logo a ter de arranjar uma desculpa para não lhe ir fazer o IRS, que eu não gosto desse tipo de intimidades com qualquer um. Afinal, o problema não era a entrega do IRS, mas como raio a senhora, que o tinha feito num computador público, poderia obter o comprovativo. Há várias formas, mas para isso calhava bem a senhora ter um mail ou ter gravado a declaração ou qualquer comprovativo numa pen, pelo menos. Não. Nada de nada. Lá lhe expliquei uma forma alternativa e achei que a coisa estava tratada. Chegou a nossa paragem e saímos. Algum ânimo meu. Eis senão quando a senhora me chapa com mais uma pergunta: 
- "Eu instalei o JAVA, mas agora quero tirá-lo de lá. Tenho de ir ao site das Finanças, é isso?"
"Respira fundo, Joana", pensei eu. Expliquei-lhe que não, que tinha de ir ao Painel de Controlo e por aí fora, tudo bem explicadinho. Foi coisa de 10 segundos. A senhora num ápice se despediu de mim com um "Bem Haja" e me deu a entender que tudo o que lhe disse foi só para ter tema de conversa na viagem.
E ali fiquei eu, parvinha, parada no meio da rua, com a sensação de que deveria ter saído umas paragens antes e ter investido nuns quilómetros a pé até ao meu destino. 
Não sei se fui útil ou não (presumo com muita convicção que não), mas dei o meu melhor. Senti-me um bocadinho parva, mas pronto, deve fazer parte do que os deuses escolheram para mim, hoje.