quarta-feira, 21 de março de 2012

"Tu não és normal..." - 7: Surpresa!

Quem me conhece, sabe que eu tenho um enorme fascínio por burros (os animais irracionais que fazem ióoo ióoo... esses.) Acho-os uns animais muito doces e simplesmente não lhes resisto.
Aparentemente, esta minha admiração transparece muitas vezes e não me contenho de a partilhar com quem gosto. Vai daí e não é que os meus formandos, numa recente viagem de trabalho à Alemanha (outro fascínio meu), me trouxeram este mimo?:



Digam lá se isto não é a metáfora de ternurento. Adorei o gesto e não consigo parar de olhar para ela. Sim, porque é, claramente, uma burra. E chama-se Pêpa, já agora - em homenagem a quem se lembrou de mim e teve a amabilidade de não deixar o bichinho numa loja fria de um aeroporto alemão.
Sim, eu sou uma eterna criança, nem se questionem sobre isso.
Obrigada, meus queridos formandos. 
Bem vinda, Pêpa! :) 

terça-feira, 20 de março de 2012

Este país: as empresas de recrutamento.

Ora vai que eu hoje me enchi de coragem e paciência e lá fui visitar e registar-me em duas empresas de recrutamento. 

O 1º contacto:
Começa logo mal, porque assim que se entra, leva-se logo de chapa a palavra "Temporário" escrito a letras gordas e num local estratégico, para que ninguém vá para lá a achar que vai encontrar um emprego de sonho ou estável. "Naaa, meus meninos, aqui é só precariedade, está bem? Proooonto."

O ambiente:
Pois que se chega a estas empresas armadas ao pingarelho e, enquanto esperamos, só vemos pessoas de cabeça baixa, sem expectativas nenhumas e que, de vez em quando, dizem alto nas chamadas "entrevistas" (pfff, é isso é...) que só têm a 4ª classe, quanto muito o 9º ano, que têm três ou quatro filhos, que já emigraram mas ficaram na pobreza... enfim, situações de carência muito complicadas. Seria, por isso, de esperar que do outro lado estivesse alguém que pelo menos os olhasse nos olhos, mas não. Só olham para um computador, registam o que têm a registar e rematam com um "Bom dia e obrigado".

A vaidade:
Numa das empresas a que fui, os funcionários estavam tão aperaltados, que não conseguiam fazer com que alguém que lá estava a candidatar-se se sentisse bem. Ele é fatinhos, saltos de agulha, unhas enormes e com verniz que nunca privou com um detergente ou esfregão da louça, maquilhagem de festa e outras tretas que tais. Ehhh... qual é o objetivo? Envergonhar alguém? É que não conseguem, está bem? Nem a vossa tarefa é assim tão especial que vos exija essa fachada toda.

A análise das habilitações:
Eles são técnicos de recursos humanos, certo? Eles estão habilitados e preparados para lidar com as pessoas, correto? Eles estão ali porque querem estar ali, verdade? Então deviam saber que há pessoas com mais e menos habilitações e que se estão ali, é porque a todas as outras portas a que bateram não conseguiram nada, suponho que percebam isto. Fiquei hoje com a nítida sensação que estas empresas têm interesse é em pessoal pouco qualificado, que não chateie nem exija muito, que não saiba mais do que é conveniente a quem pediu uma pesquisa de candidatos. O meu CV já está muito reduzido em relação à realidade e nem assim. Mas muito sinceramente, acho que nem tem a ver com o CV. Se não é uma coisa, é outra. Se fosse de calças de ganga, sapatilhas e uma qualquer t-shirt, se calhar tinha mais sucesso. 
Ainda bem que estou a lidar com pessoas habilitadas, olha se não estivesse.

As expectativas:
Seria de esperar - penso eu - que uma empresa de recrutamento soubesse desde logo informar se há ou não possibilidade de um dado candidato poder ser ou não chamado para uma eventual oferta, tendo em conta que está ali a lidar diretamente com ele e com o seu perfil pessoal e profissional. Mas não. Não reagem, são computadores com braços e só registam o que está no currículo em papel, porque (dizem) não estão autorizados a ter lá currículos em papel. Ahhh, está bem. Quer dizer, desloco-me a uma empresa destas para quê, concretamente, expliquem-me lá outra vez...?

O balanço final:
Não é por aqui o caminho. Pelo menos, tentei, mas nem dei tempo à cabeça de criar expectativas, o que é muito bom.
Já vi tudo o que tinha a ver por estes lados. Vamos à próxima alternativa.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Eu sei que a alegria é só minha, but anyway.

Feito e aprovado! 
Hooray!


Aguenta, coração!

Ai que eu hoje vou-me passar com os trabalhos que me estão a pedir.
Ai que eu detesto parecer o que não sou só porque as chefias me pedem.
Ai que vou ter de fazer de conta que tenciono mesmo fazer o que vou planificar de acordo com o que interessa aos outros, excepto a mim e ao meu público-alvo.
Ai que vou ter de inventar muito e sou péssima a mentir.
Ai que já revivi o stress do ano passado por causa disto cerca de 37 mil vezes.
Ai que vou mas é mentalizar-me, fazer e despachar isto de uma vez, qual banda de cera fria.
Ai que detesto estas mariquices.
Ai.

 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Made my day.

Uma aluna a dizer-me, enquanto eu lhe corrigia um trabalho: 
"Gostava de ser como a professora. É uma pessoa tão interessada nas coisas, tão amiga de ajudar, tão prática a resolver problemas e a ajudar os outros... e é muito sensata e dá ótimos conselhos. (Lembram-se de ter falado que muitas vezes tenho de ser psicóloga no meu trabalho diário?) Quem me dera ser assim."
Fiquei de coração cheio ao ouvir isto, como imaginam. 
Tendo em conta o caco que me sinto por vezes por falta de reconhecimento, isto soou maravilhosamente bem à minha alma.


terça-feira, 13 de março de 2012

E sai um desafio / questionário para a mesa seis!

Na blogosfera há desafios. E eu fui desafiada. Ana, cá está:

Eu Sou: simples e complicada.

Gosto Musical: tudo, depende da disposição. Mas muitas vezes tenho pouca disposição para muita coisa, também. (eu disse que era uma pessoa simples e complicada...)

Comida: tudo, excepto lulas, favas, dióspiros e farinha de pau.

Desenho: nada do que eu faço parece um desenho. Nada. Nem uma linha direita consigo desenhar. E quando tento, ninguém consegue sequer adivinhar (já não digo perceber) o que desenhei. Acho que isto explica muito. Uma tristeza...

Amores da minha Vida: Eles.

Coisas de que não gosto: Incompetência. Falta de capacidade de reconhecer o valor das pessoas. Pobreza de espírito. Insensatez. Egoísmo. Comodismo. 

Ah, e de piscinas e pés frios, também.

Opinião sobre o panorama sócio-político em Portugal: Já deixei de acreditar em cenários hipotéticos, em previsões, em tudo. Nunca pensei com a minha formação e dedicação estar apenas onde estou com a minha idade. Estou desacreditada deste país e das pessoas que podem, efetivamente, fazer alguma coisa por ele, dando oportunidades a quem merece e trabalha para isso, e não a quem pede com cotoveladinhas e piscar de olhos um lugarzinho "lá na empresa".

O que mais odeio: Magoar aqueles que amo.

Humor: de todo o género, mas privilegiando sempre as sarcásticas e as secas do tipo "piada ribeirinha" (Aliás, consta que sou perita nesta última variante). Mas adoro rir! Adoro! E rio muito. Mas também aqui sou esquisitinha: detesto o humor sem filtro do tipo Fernando Rocha, acho de mau gosto e sustentado unicamente em asneiras para fazer rir. Para mim, isso é pura incapacidade de ser naturalmente cómico. 

Frases mais ditas por mim: "A sério?" e "Mas pronto." (acho que não tenho muitos tiques na linguagem, nem sou muito repetitiva...)

Nome: Joana

Signo: Caranguejo.

Estás apaixonada? Sim, sempre.

Já fugiste de casa? Não, sempre fui muito certinha.

Ris de coisas tontas?  Rio, sobretudo, de coisas tontas!

Já beijaste na chuva?  Eu ando sempre de guarda chuva!

Já tiveste o coração partido? Talvez só com umas fendas, nunca totalmente partido, não.

Já partiste o coração a alguém? Espero que não, nunca quero magoar quem gosta de mim.

Sentes saudades de alguém neste momento? De todos os que não estão comigo e deviam estar.

Já pensaste em te matar?  Nunca, adoro viver. Sempre adorei, mesmo nos anos problemáticos.

O teu cabelo odeia-te? Raramente. Eu trato-o bem, não lhe dou choques térmicos nem químicos de que não precisa e ele compensa-me quase todos os dias.

Tens medo do escuro?  Não, gosto do escuro. Não gosto é de estar na rua, sozinha, no escuro, isso não.

Tens tatuagens? Não e não gosto. Há coisas engraçadas e bem pensadas, mas não passa disso.

Gostas de ouvir música muito alta? Sim e sinto muuuuitas saudades disso... de estar em casa, em limpezas, e estar com música aos berros e eu a acompanhar com a minha voz desafinada e estridente... (quem não deve ter saudades são as pessoas que ouviam isto, mas isso é outra história...)

Lembras-te dele quando ouves uma determinada música? Claro que sim... e mesmo que não goste da música, ouço-a até ao fim para o sentir mais presente e próximo. Acho que faz parte do ridículo do amor.

Já foste ao concerto da tua banda favorita? Eu nem sei qual é a minha banda favorita. Mas já vi alguns concertos ao vivo de artistas nacionais e adorei sempre. Gostei também muito de ouvir os Gotan Project ao vivo e, sobretudo, do mega concerto da Alicia Keys há uns anos no Pavilhão Atlântico. Esse foi soberbo, simplesmente.

Qual a é a tua música favorita? Esta pergunta é má. Má, má, má. Não se faz este tipo de perguntas. Mas pronto, hoje vai a "Islands", dos The XX. Entre outras 34678 mil outras minhas músicas favoritas.

Amas filmes românticos? Eu só amo pessoas. Mas adoro filmes românticos, mais ou menos pirosos, sim.

Comédia ou terror? Comédia, sempre comédia.

Qual a tua série favorita? Tantas! Mas as três no topo são Coupling, Prison Break e Lost.

Qual o teu filme favorito? Recentemente, "Cisne Negro".

Gostas de ler? Gosto, mas não consigo ler tanto e por tanto tempo como antigamente.

Qual o livro que marcou a tua vida? Não há nenhum até à data - que me lembre - que tenha marcado de uma forma profunda a minha vida. Todos deixaram marcas, mas nenhuma do estilo tatuagem... ainda.


Alguém quer agarrar este desafio?

Digam-me que não estou sozinha.


Pior do que pessoas que não sabem conduzir, são pessoas que são burras a conduzir. Daquelas que, por exemplo, estacionam paralelas a outro carro do outro lado da via, quando têm toda a extensão da sua própria via para encostar, estão a ver? Que não facilitam a vida a ninguém? Que vão sempre em frente nas vias, mesmo que estejam em cima dos carros que circulam na mão contrária, mas que esperam sempre que os outros compreendam e se afastem? Que optam sempre pela pior decisão de manobra quando têm duas ou três hipóteses à escolha? Que estacionam de esguelha e deixam a traseira ou a frente de fora porque o carro tinha mesmo de caber naquele sítio? Que deixam os seus carrinhos estacionados em segunda fila logo a seguir a uma curva sem visibilidade e esperam por um inocente que venha cansado do seu dia de trabalho e bata na bela carroçaria do seu veículo? Estão a ver o género?
Digam-me que não estou sozinha. Digam-me que não são destas pessoas. Digam-me coisas.  
Anyone?