quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dia 26 significa...

... o fim para todo o sempre dos anúncios de perfumes e da música da Popota. Acabam-se finalmente os" I DON'T CARE!" berrados do Prada Candy, o "Valentina! VALENTIIIINA!" aflito do perfume do Sr. Valentino e a oferecida da Popota Lopez! É que ouvir isto até à exaustão, sobretudo de manhã, quando o sono já nos faz acordar rezingões e sem paciência para o que quer que seja, é um verdadeiro teste ao nosso espírito natalício. Até agora, temo-nos portado bem, uma resistência impecável. Mas estamos no limite. Valha-nos o exercício mental de auto-ajuda: é só aguentar mais dois dias estes anúncios psicadélicos e estamos safos. Não desesperemos, pois.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ou é tudo ou não é nada. É aproveitar, parece que esta é a semana do "tudo!"

Mas o que é que deu à RTP1 para esta semana estar a emitir to-dos-os-di-as a horas decentes excelentes filmes? 
Segunda feira foi este:


Ontem foi este:


Hoje é este:


Numas alturas não há nada de nada ou só uns quantos filmezitos repetidos à exaustão emitidos ao sábado ou ao domingo. Noutras é esta beleza de noites de cinema. E quem se lixa são os mexilhões (nós, bem visto) que acordam todos os dias bem cedo. E ir para a cama à 1h da manhã não está a ajudar muito ao processo, sejamos francos. Mas acontecendo, ao menos que seja nestes dias, em que nada de menos bom parece importar. Aliás, esta semana está a ser boa em muitos sentidos; esta pequena oferenda da televisão pública apenas reforça mais o lacinho vermelho do nosso presente. Boa, RTP!

Dos laços.

Tenho um tio que é a cara chapada do meu pai. Aliás, é mais ao contrário. Se fosse cientificamente possível, diria que ambos eram gémeos com quase 10 anos de diferença. As parecenças são incríveis e dou por mim a olhar para o meu tio ou para fotografias dele e a sentir um amor enorme como se se tratasse do meu pai. E sempre que isto acontece, lá começo eu a treinar o meu cérebro para não ser tão precipitado. Para distinguir. Mas eu até o percebo. É que no meu tio vejo o meu pai daqui a 10 anos. E contra isso, não há cérebro, razão ou emoção que o valha.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A alegre casinha do Sr. Padre.


Numa conversa sobre vida a dois e expectativas, dei por mim outro dia a constatar que a minha casa de sonho é a casa paroquial do padre da minha freguesia. Eu sei, eu sei, soa muito estranho, mas a casinha é e reúne tudo o que desejo para poder marcar o "visto" no quadradinho dos sonhos de habitação, o que é que eu posso dizer?

Sim, eu sou uma pessoa estranha. Eu reconheço.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"As cartas dizem-me que eu devia ser terapeuta sexual, mas que, não conseguindo, é melhor atender estes tefonemas, dar uns conselhos e aguentar, que eu já nem a ditar a sorte dos signos me safo e já não vou p´ra nova."

Hoje, no programa da Maya (eu não tenho culpa que a minha vida nos últimos tempos seja toda ela uma silly season) ligou um senhor que queria saber se a sua relação iria ter futuro ou não. Coisa normal, se se tratasse da sua mulher. Aparentemente, tratava-se mesmo da mulher de outro. Ele é casado, ela é casada e ambos estão numa relação extraconjugal, curiosamente um com o outro. E o senhor queria saber se o que ia para a frente era essa relação paralela, e não aquela, a real, a oficial. E diz-lhe a Maya: "Não se preocupe, caro José (não sei o nome dele), o seu casamento está mesmo por um fio. Está mesmo perto de finalmente ser feliz!". Sou só eu, ou isto é tudo muito perverso? E o melhor foi a tirada da sra. dona taróloga a dizer: "Nós aqui não julgamos as pessoas, temos que dizer o que as cartas nos indicam, senão elas começam a dar-nos orientações erradas". Eu cá acho que tudo aquilo, desde a senhora com nome de abelha, até ao sr. que telefonou, desde o genérico inicial até aos patrocínios, é uma orientação errada. Mas isto sou eu.


E lá começa uma das minhas semanas preferidas do ano. Sobretudo porque já está tudo comprado e só falta mesmo tratar de tudo o que não implica dinheiro. O que, tendo em conta os últimos dias, é um descanso daqueles.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Hoje é um dia feio.


É um dia feio e chuvoso, visto da rua.
É um dia feio e perigoso, visto da estrada.
É um dia feio e enervante, visto do trânsito.
É um dia feio e desconfortável, visto da janela.
É um dia feio e acolhedor, visto da lareira.
É um dia feio e útil, visto da minha to do list.
É um dia feio e distante, visto do meu mapa.
É um dia feio e mais vazio, visto do meu coração.