quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A única música bonita com pifarinhos é a "Loja do Mestre André", está bem, ó Britney Spers?

Ok. A Britney Spears é o que é, uns gostam, outros não. Eu gosto de uma ou de outra música que ela lançou, mas são muito raras as exceções. Há muita coisa má lá pelo meio, muito lixinho musical que estraga os nossos ouvidos. Mas nada me preparou para este último (dizem que) "sucesso", a música que eu digo que é a dos pifarinhos. Ao que parece, a ex-próxima Madonna tem uma música com pan pipes em que se queixa à sua mamã que está apaixonada por um criminoso. Muito, mas muuuuuuito má. E perguntei-me eu quando ouvi a música pela primeira vez: "Como é possível que isto passe na rádio?". E há pouco vi o vídeo. E percebi. Basta dizer que é necessário confirmar que somos maiores de idade para o poder assistir no YouTube, para estar tudo dito. 
Mas porque é que eu não poupei o meu tempo (e o meu cérebro) enquanto ia a tempo? Agora vai ser lindo para tirar os pifarinhos da cabeça. Que lindo, Britney, que lindo.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ah, o cidadão português...

Eu não me dou bem com o tabaco. Não fumo, respeito quem fuma, mas muito poucas vezes sou respeitada pelos fumadores. O próprio ato de fumar faz-me confusão, mas mais me faz todas as situações patéticas que vejo associadas ao vício.
Gosto particularmente quando o cigarro está nas mãos de alguém que o deixa queimar durante longos minutos e só o leva à boca umas duas ou três vezes, porque fuma por vaidade e não por prazer. É cómico de tão ridículo, mas todos sabemos que é real. E o ir a conduzir de bracinho de fora com o cigarro (deve incomodar, pelos vistos...). Ou aquelas mulheres que vão a conduzir com o cigarro nos dedos e nem conseguem virar o volante, dar piscas, meter as velocidades ou fazer outras manobras que tais. Tudo pela vontade de fumar (ou então não). Enfim, patético. 
Mas se há coisa que me enerva mesmo é a falta de consideração de alguns fumadores por não fumadores. Acontece demasiadas vezes e vejo muitas poucas pessoas a dizer o que quer que seja. Hoje vi uma cena que me lembrou outra de há uns anos e que confirmou a estupidez de certas pessoas que se acham no direito de fumar onde e quando quiserem.
No resguardo da paragem de autocarro, uma senhora lembrou-se de acender um cigarro e de o fumar ali dengosamente, enquanto as pessoas que aguardavam pelo seu transporte, debaixo de uma chuva torrencial, levavam com o seu fuminho, sem hipótese de sair da proteção. Todos a olhar de lado para a senhora e ela sossegadinha da vida. E ninguém disse nada. Lá acabou o cigarro, atirou-o com a displicência que se esperava para a rua de paralelos (para não dar mesmo hipótese aos limpadores de o apanharem) e seguiu. Sim, saiu do resguardo, abriu o guarda chuva e foi embora a pé. 
Eu não quero ser exagerada, mas se isto não é falta de respeito e consideração, estupidez pura e merecedor de um bruto estalo, então não sei bem o que é. Nem o que a dita senhora representa para a sociedade.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quem me manda a mim ser certinha?

Acabo de ligar para um serviço municipalizado para dar a contagem da água. Do outro lado, atende-me uma senhora cheia de sono e com voz de quem quer é que não a chateiem, que não lhe pagam para estar a atender telefones e com isso interromper qualquer que seja a sua outra atividade. E foi assim:

- Bom dia! Queria dar a contagem da água, por favor.
- Qual é o número do cliente?
- (...)
- (... - diz o nome da pessoa) - é assim?
- Sim, exatamente.
- E qual é a contagem?
- (...)
- É isto?
- É sim, obrigada. Bom d...
 E desliga-me o telefone.

Portanto, a senhora estava sem vontade a atender, em todo o diálogo nem um "bom dia", nem "obrigada", nem "por favor", pergunta-me com a sua melhor voz de tédio "É isto?" e, não bastasse a apatia (para não dizer pura displicência), desliga-me o telefone enquanto eu estou a despedir-me calmamente e a agradecer por um serviço de péssima qualidade. 
Eu sei que trabalhar às vezes cansa e chateia, mas ó senhora... saia lá daí e deixe trabalhar quem quer trabalhar! Eu nem gosto da crítica banalizada ao funcionalismo público, mas isto - não sendo aparentemente nada de especial - é demais. E depois querem-me convencer que estes funcionários da câmara passam todos por processos morosos, exigentes, cheios de provas de conhecimentos sobre legislações, direitos, deveres e por aí fora para serem recrutados. Deve ser, deve. Agora percebo porque me perguntaram numa entrevista se eu era calma e organizada a atender telefonemas. É que sendo, devo ter logo definido a minha sentença de morte para o cargo. Que revolta.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cinema, cineminha...

Ontem fui ver isto:

E gostei. Bastante, até. É um filme um bocadinho pesado para se ver no final de um dia - apesar de o tema ser interessante e atual, a fita exige-nos alguma atenção. Dá-nos uma pequena ideia dos meandros da política americana (não acredito que possa também ser da portuguesa, pelo menos não considero que tenhamos inteligência suficiente para criar uma tamanha máquina) e está bem "desenhado". Há momentos que surpreendem muito, outros que nem tanto; uns que são de uma interessante tensão, outros que pecam pela falta dela. Mas há sobretudo muitas ideias sugestionadas, não muito evidentes, tal como a política deve ser. E isso é mesmo o melhor do filme (é claro que ter o George Clooney e o Ryan Gosling também doesn't hurt.).
Gostei bastante e sugiro o filme a quem realmente se interessa pelo tema. Caso contrário, acho que vão ficar com muito soninho. Pelo menos, duas pessoas ao meu lado estavam. Mas acho que essas também só lá foram lá por causa das pipocas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Corro o risco de ficar sem visitas neste blogue, mas vamos a isto!

Eu sigo alguns blogues com frequência. Sempre que venho "alindar" o meu, passo pelos dos vizinhos, leio, por vezes comento, outras vezes nem isso. Não é cusquice, é achar interessante ler outros pontos de vista sobre aquilo que, no fundo, nos é a todos comum. E a verdade é que, se muitas das coisas que leio se identificam em muito com a minha própria fase, reconheço também que outras tantas não se relacionam nada com a minha forma de estar na vida e de a viver. É a crise, é a poupança, são os amores, os amigos, as relações profissionais, as compras, as prioridades, tudo. Tudo é ao mesmo tempo tão díspar e tão próximo do que penso!... 
Eu mudei. Afastei-me de toda e qualquer compra de roupa - adorava fazê-la e em grande quantidade, mas não estou em fase disso; deixei de dar tanta importância ao que está na moda, ao que já não se usa, ao que é tendência; já não me lembro do que é gastar dinheiro numa compra por impulso, de olhar para um novo catálogo de telemóveis ou de computadores; já não vivo sem um registo escrito de todas as despesas do mês; começo a olhar com novos olhos para tudo o que é trabalho pro bono e voluntariado; vivo na constante expectativa da conquista de uma vitória profissional que sei que mereço, mas que não sei se espera por mim; valorizo mais uma boa atitude do que qualquer regalia; dou, mais do que nunca, importância às pessoas que tenho comigo; sou mais simples e nem por isso menos feliz. 
Mudei e não me identifico com muitas coisas que leio. Mas continuo a gostar de as ler. As ideias em contraponto também ensinam e o meu manual só serve mesmo para mim. O que não quer dizer que não possa consultar outras leituras.

Mais um queixume...

Não me bastasse ter o dedo indicador cortado na polpa e isso me impedir de fazer algumas das coisas de que preciso no meu dia a dia - tão básicas como escrever, por exemplo -, ainda me resolveu aparecer uma inflamação na gengiva que se transferiu hoje para a zona do maxilar e da garganta. Tenho, pois todo o lado direito da minha cara dorido e dores de ouvido e de cabeça. Não consigo usar brincos ou sequer passar um creme na cara e lavar os dentes está a ser uma aventura. Belo início de dia, o de hoje. 
a

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Today.

Eu nem tenho grandes alegrias neste momento, mas estou bem e pronto. Hoje sinto-me feliz, embora tema que vá deixar de estar dentro de pouco tempo. Mas por agora, chega-me.