segunda-feira, 24 de outubro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Epá, deixem-se disso!

A sério? Ir para as ruas? Provocar distúrbios? Convocar greves? Parar o país? Para quê, minha gente, para quê?! Qual é o propósito? O que vão conseguir com isso? Esperam que alguém volte atrás nas decisões que nos são impostas de fora, que alguém vos vá acalmar e vos diga "Pronto, então já não vamos cortar nos subsídios", que alguém vos ligue sequer? Não sejamos inocentes, que a idade para isso já lá vai. Ir para a rua agora é piorar tudo. E todos sabemos o que são as manifestações e as greves em Portugal - simples pretextos para descansar ou para descarregar fúrias escondidas que muitas vezes em nada têm a ver com o propósito da paragem. Não me parece que seja altura para isto, não podemos brincar. Temos de dar o litro, cada um de nós, e aceitar que se não for assim, nada mais fará travar a queda livre em que Portugal se arrisca a entrar. 
Eu sei que vivemos numa angústia com o nosso futuro, com a sombra da chegada do novo ano, com a desigualdade na distribuição da riqueza e dos sacrifícios, com as injustiças sociais, com o desemprego, com tudo. Eu sou vítima desta realidade, e como eu, muitos dos que me lêem o serão também, certamente. Mas não acho mesmo que seja altura para manifestações e revoltas populares. É, sim, altura de nos mexermos mais, revertermos tudo o que ainda podemos reverter, apostar em nós, no nosso trabalho, nos nossos produtos, na nossa mão-de-obra, em vez de continuarmos a ir a lojas de chineses ou a comprar fruta espanhola. Se todos pensássemos assim, então talvez não estivéssemos como estamos. Talvez seja essa a revolução de que precisamos. Uma que comece em nós e seja por nós.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Precious.

Independentemente de tudo o que me falha ou finda, eu sou feliz sempre que me apercebo de quão rica a minha vida é por ter as pessoas que amo, sempre a sorrir para mim, sempre a meu lado, aconteça o que acontecer. E por mais tristezas que haja cá dentro, a lembrança desses momentos e dessas pessoas só me consegue desenhar uma enorme alegria no meu coração. E isso por si só é tanto, mas tanto na minha vida.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Portanto, ...

... isto são sapatos de homem à venda na C&A.
Reforço: de homem. 
Dizem eles, pelo menos.




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Era a continha, se faz favor!

Anda tudo muito assustado depois da declaração oficial de ontem que comprova a nossa inata (e pelos visto historicamente documentada) incapacidade de nos sabermos governar. E pergunto eu: "Ai agora, mesmo rés-vés campo de Ourique da nossa falência como nação, é que estamos preocupados?". Andámos anos a esbanjar, a viver acima das nossas possibilidades, a ignorar quem nos alertava para os perigos, a querer mostrar que éramos capazes, a insinuar que ninguém nos haveria de comer as papas na cabeça e a gritar que a liberdade é que é... e agora querem milagres? 
Estamos a pagar tudo o que fizemos e permitimos que nos fosse feito desde o 25 de Abril, o tal Abril que prometia um futuro risonho a Portugal. Não sabemos gerir as vitórias, somos uns fracos a gerir o que quer que seja, na verdade. Nunca soubemos aproveitar os tempos bons, as glórias. Não nos impomos a quem nos provoca ou faz frente, perdemos o peito cheio e a noção de pátria que tínhamos há uns cinco séculos. Não sabemos reagir, lutar, exigir o que é nosso. Somos pacíficos demais, o que nos torna uns idiotas chapados. Não nos insurgimos com quem abusa dos poderes, com quem nos rouba o nosso dinheiro, com quem joga com os capitais nacionais como se estivesse a andar num tabuleiro de Monopólio e passasse vezes demais pela casa da Partida. Somos uns crentes incuráveis, sempre a achar que o anterior governante só fez asneiras, mas que este novo há de fazer muito pelo nosso país. Somos uns palermas. Não sabemos viver com poupanças. Não sabemos resistir a maravilhas xpto da tecnologia (quantas delas terão funções totalmente obsoletas para quem as adquire ou estarão mesmo encostadas num canto qualquer, passados poucos meses de terem sido compradas, porque entretanto surgiu um outro aparelhómetro mais qualquer coisa que o anterior ...). Esquecemo-nos do que significa sacrifício e contenção. Queremos parecer o que não somos. Somos pobres. De dinheiro e de espírito. E aí temos a nossa conta final. 
Não se queixem, porque desta vez não há lugar a devoluções. Comamos, pois, tudo o que temos no prato, fomos nós que o confecionámos, somos nós que temos de o comer. Sem lugar a queixas ou reclamações.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Isto é tudo meu, os outros que se lixem.

Hoje, na caixa do supermercado, uma mulher sem o mínimo de preocupação ou atenção para com os outros, conseguiu reservar todo o espaço do tapete rolante só com sete latas de comida para cão, nada mais. Sete. Todas espalhadas, sem qualquer problema. Sete latas, num espaço que pouco menos deve ter de 1m. Se isto não é estupidez, esclareçam-me. É que eu já nem sei se é de mim, se sou eu que estou numa fase má, ou se a sociedade é que parou nalgum estádio da sua formação e eu não dei conta.