Anda tudo muito assustado depois da declaração oficial de ontem que comprova a nossa inata (e pelos visto historicamente documentada) incapacidade de nos sabermos governar. E pergunto eu: "Ai agora, mesmo rés-vés campo de Ourique da nossa falência como nação, é que estamos preocupados?". Andámos anos a esbanjar, a viver acima das nossas possibilidades, a ignorar quem nos alertava para os perigos, a querer mostrar que éramos capazes, a insinuar que ninguém nos haveria de comer as papas na cabeça e a gritar que a liberdade é que é... e agora querem milagres?
Estamos a pagar tudo o que fizemos e permitimos que nos fosse feito desde o 25 de Abril, o tal Abril que prometia um futuro risonho a Portugal. Não sabemos gerir as vitórias, somos uns fracos a gerir o que quer que seja, na verdade. Nunca soubemos aproveitar os tempos bons, as glórias. Não nos impomos a quem nos provoca ou faz frente, perdemos o peito cheio e a noção de pátria que tínhamos há uns cinco séculos. Não sabemos reagir, lutar, exigir o que é nosso. Somos pacíficos demais, o que nos torna uns idiotas chapados. Não nos insurgimos com quem abusa dos poderes, com quem nos rouba o nosso dinheiro, com quem joga com os capitais nacionais como se estivesse a andar num tabuleiro de Monopólio e passasse vezes demais pela casa da Partida. Somos uns crentes incuráveis, sempre a achar que o anterior governante só fez asneiras, mas que este novo há de fazer muito pelo nosso país. Somos uns palermas. Não sabemos viver com poupanças. Não sabemos resistir a maravilhas xpto da tecnologia (quantas delas terão funções totalmente obsoletas para quem as adquire ou estarão mesmo encostadas num canto qualquer, passados poucos meses de terem sido compradas, porque entretanto surgiu um outro aparelhómetro mais qualquer coisa que o anterior ...). Esquecemo-nos do que significa sacrifício e contenção. Queremos parecer o que não somos. Somos pobres. De dinheiro e de espírito. E aí temos a nossa conta final.
Não se queixem, porque desta vez não há lugar a devoluções. Comamos, pois, tudo o que temos no prato, fomos nós que o confecionámos, somos nós que temos de o comer. Sem lugar a queixas ou reclamações.
Estamos a pagar tudo o que fizemos e permitimos que nos fosse feito desde o 25 de Abril, o tal Abril que prometia um futuro risonho a Portugal. Não sabemos gerir as vitórias, somos uns fracos a gerir o que quer que seja, na verdade. Nunca soubemos aproveitar os tempos bons, as glórias. Não nos impomos a quem nos provoca ou faz frente, perdemos o peito cheio e a noção de pátria que tínhamos há uns cinco séculos. Não sabemos reagir, lutar, exigir o que é nosso. Somos pacíficos demais, o que nos torna uns idiotas chapados. Não nos insurgimos com quem abusa dos poderes, com quem nos rouba o nosso dinheiro, com quem joga com os capitais nacionais como se estivesse a andar num tabuleiro de Monopólio e passasse vezes demais pela casa da Partida. Somos uns crentes incuráveis, sempre a achar que o anterior governante só fez asneiras, mas que este novo há de fazer muito pelo nosso país. Somos uns palermas. Não sabemos viver com poupanças. Não sabemos resistir a maravilhas xpto da tecnologia (quantas delas terão funções totalmente obsoletas para quem as adquire ou estarão mesmo encostadas num canto qualquer, passados poucos meses de terem sido compradas, porque entretanto surgiu um outro aparelhómetro mais qualquer coisa que o anterior ...). Esquecemo-nos do que significa sacrifício e contenção. Queremos parecer o que não somos. Somos pobres. De dinheiro e de espírito. E aí temos a nossa conta final.
Não se queixem, porque desta vez não há lugar a devoluções. Comamos, pois, tudo o que temos no prato, fomos nós que o confecionámos, somos nós que temos de o comer. Sem lugar a queixas ou reclamações.
