terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Tu não és normal..." - 3

Por regra, não vejo novelas, mas tenho uma tentação enorme de ver sempre o último episódio de cada uma delas, quando as apanho num zapping distraído. Acho que é pela tentação de querer sempre ver finais felizes, de só ver sorrisos, casamentos, bebés, encontros felizes e béu béu béu. O pior é que não fazendo a mínima ideia do que trata a estória, na minha cabeça tudo faz sentido naquele último episódio. 
Sim, eu por vezes sou estranha, admito. Mas isso também não é grande novidade, bem vistas as coisas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Habemos patientia?

Sou péssima para esperar. Mas mesmo assim, muito mais paciente do que aqueles que me pedem paciência e calma todos os dias e que nem se conhecem em situações de longa, mas muito longa espera. Por isso, até ver, acho que me estou a portar bem e que não é totalmente ilegítimo que de vez em quando algum do meu desânimo se manifeste. Já há mais de um ano que vivo assim, por isso, talvez seja mesmo eu a ter de pedir para terem alguma paciência comigo. Tudo há-de melhorar, dizem-me. Eu não acredito muito, mas também ainda não baixei totalmente os braços.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Who knew?

E diz-me ele: adorava um dia ter um quarto grande com um pequeno quarto dentro só para guardar a roupa e os sapatos. O moço referia-se a um closet. Não posso exigir que saiba o nome, não temos nem queremos ter tanta roupa, sapatos e acessórios que o justifiquem (seria apenas por uma questão de organização), nem acredito que alguma vez consigamos chegar a um patamar na nossa vida que nos permita desenhar uma casa totalmente ao nosso gosto, mas caramba... o meu moço é um "petáculo"! Sempre a ser surpreendida. :)



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Isto não é sobre mim. Just for the record.

Esta coisa das relações tem razões que a própria razão desconhece. Eu sempre ouvi dizer que o final de um relacionamento é muito difícil, traz muitas emoções à flor da pele e implica sobretudo uma grande capacidade de reaprendizagem de como voltar a viver sozinho, ou, pelo menos, mais sozinho do que antes. Mas também é verdade que cada um viverá essa dor e essa fase da sua vida de uma forma diferente de qualquer outro. Vem isto a propósito de uma "moda" de que me comecei a aperceber há pouco tempo e que me é um bocadinho estranha, mas que - confesso - até acho interessante. Aparentemente, toda a mulher que acabou algum tipo de relacionamento nesta Primavera/Verão vai virar ruiva neste Outono/Inverno. Eu explico. Aquela coisa de as mulheres assumirem um fim de namoro, noivado, casamento, o que for, como um pretexto para mudarem radicalmente de visual e de assumirem essa mudança como o início de uma nova etapa nas suas vidas está este ano em voga. E mais em voga está a escolha da cor. Agora toda a moça que anda por aí com o coração destroçado porque não é correspondida, porque foi traída, porque ele não cozinha bem e mais não sei o quê me anda a virar ruiva. Ruiva! Que moda é esta? De onde veio isto? Eu gosto muito da cor, atenção (apesar de continuar a achar que algumas moças como a de aqui em baixo em versão ruiva ficam muito parecidas com a Jessica Rabbit). Mas não será a mudança demasiado radical? O tal homem que não vale a pena merece essa alteração? Se for por gosto, pois sim senhora. Mas se for por moda ou capricho, talvez valha a pena pensar duas vezes. Já são duas pessoas que conheço que tomaram esta decisão. Em ambos os casos, por si mesmas. Melhor assim. Haja bom senso e está tudo bem.

Preparem-se, minha gente. Se este ano virem muitas falsas ruivas por aí já sabem a razão. As entrelinhas estão descodificadas. Funciona melhor que um cartão identificativo ou um speed dating. Vão por mim.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Tu não és normal..." - 2

Vamos lá ser rápidos e diretos: eu não abasteço o carro na GALP nem na BP. 

A BP:
Desde aquele enorme acidente com a plataforma de petróleo desta empresa, por pura negligência, que me recuso a contribuir seja de que forma for para o enriquecimento, sucesso ou posicionamento da marca BP. A gasolina, por vezes, até é bem mais barata ali do que nas concorrentes, mas nada me demove ou convence. É uma questão de princípio.

A GALP:
No geral, apenas opto pelas gasolineiras do Jumbo, porque são muito mais baratas e sei de fonte segura que os combustíveis vêm ali de Leça da Palmeira, exatamente da mesma refinaria de onde partem centenas e centenas de camiões todos os dias para encher tanques de certos postos de marca. E com os mesmos componentes, aditivos e mais não sei o quê. Igualzinho, a papel químico. Daí que me recuse a pagar aos milionários que vivem à custa do marketing da marquinha laranja e que olham para os que ainda abastecem nos seus postos - crentes de que de facto vale mesmo a pena, se nota imenso a diferença na performance do automóvel e que aquele combustível em particular possui capacidades mágicas especiais que nunca permitirão um problema de motor - como uns belos parvinhos que comem a palhinha que lhes dão. Naaa, não resulta comigo. Já de mim sou cética, mas sabendo agora que é tudo a mesma coisa, recuso-me terminantemente a contribuir para a riqueza doentia destas abébias executivas disto e daquilo que só sabem ostentar o que muitas vezes nem lhes pertence. Tenho pena que muitos que conheço e que poderiam fazer investimentos mais certeiros (e poupados!) ainda duvidem que a maquilhagem é toda falsa.  E que realmente o cerne da questão está na forma como se dá a palha a comer a quem a quer.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"Tu não és normal..." - 1

Há muitas pessoas que olham para certos hábitos meus e, perante a estranheza dos procedimentos a que assistem, me dizem com aquele ar meio entre o estupefacto e o gozo "Tu não és normal...". Encaro estes comentários como formas carinhosas de me dizerem que são essas pequenas anormalidades que os fazem achar-me alguma graça (ou não!) e cá para mim acho que são estas pequenas preciosidades da minha existência (ou manias, vá) que me definem e me distinguem dos demais. Daí que tenha resolvido iniciar um novo capítulo aqui no estaminé sobre estas minhas "particularidades" (chamemos-lhes assim, para sermos simpáticos).

Vamos lá então à minha primeira (e aparentemente estranha) particularidade:

Quando estou a comer várias coisas de que gosto, elaboro mentalmente uma sequência lógica para as ingerir. O critério é sempre o mesmo: do menos bom para o melhor. Isto acontece frequentemente com biscoitos, bolos, chocolates, gomas, mas também com fruta. O melhor vem sempre para o fim. Ainda outro dia selecionei uns dez figos para comer - a minha completa perdição, neste e no outro mundo! - e dei pequenas trincas a todos para conseguir deixar os melhores para o final e o melhor dos melhores para último. E isto não só para os figos. Ameixas e pêras D. Joaquina também entram no cartório. Eu sei, é uma "panca". Mas é minha, eu gosto e quando estou sozinha, sou muito feliz nesta minha pequena (a)normalidade.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cá das minhas coisas.

Há momentos em que analiso com detalhe a mais a minha vida e chego a algumas conclusões que nem sempre são as mais corretas ou apuradas.
Não faz mais de dois dias que me apercebi o quanto deixei passar por mim datas e momentos importantes da vida dos outros, o quanto abandonei por tempo a mais comunicações com aqueles que ocupam uma parte importante da minha existência. E senti-me muito mal com isso. Reconheci o meu erro, a forma como falhei nessas amizades e procurei recuperar. A verdade é que se uns efetivamente ficaram sentidos com a minha distância, outros mal a sentiram. E se esses primeiros me perdoaram e logo arranjaram forma de contornar a situação, outros nem sequer lhe deram importância ou tentaram uma nova tentativa de reencontro.  E pronto. Lá vou eu revisitar as minhas emoções e procurar uma ou outra conclusão acertada. Umas vezes conseguindo, outras nem tanto assim.
Eu percebo que ninguém é igual a ninguém, que os tempos e as fases da vida nos moldam, nos comandam, por vezes. E eu sou a prova disso. Mas entre estas diferentes formas de viver e compreender a amizade estou eu. Muitas vezes plenamente consciente do que faço, outras estupidamente a leste de qualquer rumo certo que exista para essa relação.