terça-feira, 13 de setembro de 2011

Isto não é sobre mim. Just for the record.

Esta coisa das relações tem razões que a própria razão desconhece. Eu sempre ouvi dizer que o final de um relacionamento é muito difícil, traz muitas emoções à flor da pele e implica sobretudo uma grande capacidade de reaprendizagem de como voltar a viver sozinho, ou, pelo menos, mais sozinho do que antes. Mas também é verdade que cada um viverá essa dor e essa fase da sua vida de uma forma diferente de qualquer outro. Vem isto a propósito de uma "moda" de que me comecei a aperceber há pouco tempo e que me é um bocadinho estranha, mas que - confesso - até acho interessante. Aparentemente, toda a mulher que acabou algum tipo de relacionamento nesta Primavera/Verão vai virar ruiva neste Outono/Inverno. Eu explico. Aquela coisa de as mulheres assumirem um fim de namoro, noivado, casamento, o que for, como um pretexto para mudarem radicalmente de visual e de assumirem essa mudança como o início de uma nova etapa nas suas vidas está este ano em voga. E mais em voga está a escolha da cor. Agora toda a moça que anda por aí com o coração destroçado porque não é correspondida, porque foi traída, porque ele não cozinha bem e mais não sei o quê me anda a virar ruiva. Ruiva! Que moda é esta? De onde veio isto? Eu gosto muito da cor, atenção (apesar de continuar a achar que algumas moças como a de aqui em baixo em versão ruiva ficam muito parecidas com a Jessica Rabbit). Mas não será a mudança demasiado radical? O tal homem que não vale a pena merece essa alteração? Se for por gosto, pois sim senhora. Mas se for por moda ou capricho, talvez valha a pena pensar duas vezes. Já são duas pessoas que conheço que tomaram esta decisão. Em ambos os casos, por si mesmas. Melhor assim. Haja bom senso e está tudo bem.

Preparem-se, minha gente. Se este ano virem muitas falsas ruivas por aí já sabem a razão. As entrelinhas estão descodificadas. Funciona melhor que um cartão identificativo ou um speed dating. Vão por mim.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Tu não és normal..." - 2

Vamos lá ser rápidos e diretos: eu não abasteço o carro na GALP nem na BP. 

A BP:
Desde aquele enorme acidente com a plataforma de petróleo desta empresa, por pura negligência, que me recuso a contribuir seja de que forma for para o enriquecimento, sucesso ou posicionamento da marca BP. A gasolina, por vezes, até é bem mais barata ali do que nas concorrentes, mas nada me demove ou convence. É uma questão de princípio.

A GALP:
No geral, apenas opto pelas gasolineiras do Jumbo, porque são muito mais baratas e sei de fonte segura que os combustíveis vêm ali de Leça da Palmeira, exatamente da mesma refinaria de onde partem centenas e centenas de camiões todos os dias para encher tanques de certos postos de marca. E com os mesmos componentes, aditivos e mais não sei o quê. Igualzinho, a papel químico. Daí que me recuse a pagar aos milionários que vivem à custa do marketing da marquinha laranja e que olham para os que ainda abastecem nos seus postos - crentes de que de facto vale mesmo a pena, se nota imenso a diferença na performance do automóvel e que aquele combustível em particular possui capacidades mágicas especiais que nunca permitirão um problema de motor - como uns belos parvinhos que comem a palhinha que lhes dão. Naaa, não resulta comigo. Já de mim sou cética, mas sabendo agora que é tudo a mesma coisa, recuso-me terminantemente a contribuir para a riqueza doentia destas abébias executivas disto e daquilo que só sabem ostentar o que muitas vezes nem lhes pertence. Tenho pena que muitos que conheço e que poderiam fazer investimentos mais certeiros (e poupados!) ainda duvidem que a maquilhagem é toda falsa.  E que realmente o cerne da questão está na forma como se dá a palha a comer a quem a quer.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"Tu não és normal..." - 1

Há muitas pessoas que olham para certos hábitos meus e, perante a estranheza dos procedimentos a que assistem, me dizem com aquele ar meio entre o estupefacto e o gozo "Tu não és normal...". Encaro estes comentários como formas carinhosas de me dizerem que são essas pequenas anormalidades que os fazem achar-me alguma graça (ou não!) e cá para mim acho que são estas pequenas preciosidades da minha existência (ou manias, vá) que me definem e me distinguem dos demais. Daí que tenha resolvido iniciar um novo capítulo aqui no estaminé sobre estas minhas "particularidades" (chamemos-lhes assim, para sermos simpáticos).

Vamos lá então à minha primeira (e aparentemente estranha) particularidade:

Quando estou a comer várias coisas de que gosto, elaboro mentalmente uma sequência lógica para as ingerir. O critério é sempre o mesmo: do menos bom para o melhor. Isto acontece frequentemente com biscoitos, bolos, chocolates, gomas, mas também com fruta. O melhor vem sempre para o fim. Ainda outro dia selecionei uns dez figos para comer - a minha completa perdição, neste e no outro mundo! - e dei pequenas trincas a todos para conseguir deixar os melhores para o final e o melhor dos melhores para último. E isto não só para os figos. Ameixas e pêras D. Joaquina também entram no cartório. Eu sei, é uma "panca". Mas é minha, eu gosto e quando estou sozinha, sou muito feliz nesta minha pequena (a)normalidade.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cá das minhas coisas.

Há momentos em que analiso com detalhe a mais a minha vida e chego a algumas conclusões que nem sempre são as mais corretas ou apuradas.
Não faz mais de dois dias que me apercebi o quanto deixei passar por mim datas e momentos importantes da vida dos outros, o quanto abandonei por tempo a mais comunicações com aqueles que ocupam uma parte importante da minha existência. E senti-me muito mal com isso. Reconheci o meu erro, a forma como falhei nessas amizades e procurei recuperar. A verdade é que se uns efetivamente ficaram sentidos com a minha distância, outros mal a sentiram. E se esses primeiros me perdoaram e logo arranjaram forma de contornar a situação, outros nem sequer lhe deram importância ou tentaram uma nova tentativa de reencontro.  E pronto. Lá vou eu revisitar as minhas emoções e procurar uma ou outra conclusão acertada. Umas vezes conseguindo, outras nem tanto assim.
Eu percebo que ninguém é igual a ninguém, que os tempos e as fases da vida nos moldam, nos comandam, por vezes. E eu sou a prova disso. Mas entre estas diferentes formas de viver e compreender a amizade estou eu. Muitas vezes plenamente consciente do que faço, outras estupidamente a leste de qualquer rumo certo que exista para essa relação. 


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hoje...

... não estou com muita disposição, não me apetece fazer nada, não tenho paciência para obstáculos e não quero telefonemas ou mensagens a darem-me conta de alterações de planos, se posso ou não, se me importo ou não, nada! Deixem-me estar na minha solitária neura, também tenho direito a ter um dia mau sem razão.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E cá temos.

As listas que confirmam a minha decisão definitiva de deixar de tentar ser docente numa escola. São 7 anos, já chega. Sendo o meu emprego de sonho, é uma desilusão. Mas pior é viver sempre na incerteza dos "e ses" e nos entretantos ter a vida quase parada à espera de uma coisa que nunca virá para a fazer andar no sentido que quero. É assim. 
Adeus D. Docência. Tive muito gosto em conhecê-la e em confraternizar, mesmo que por muito pouco tempo, consigo. Até um dia.



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Era dia 31 de Agosto, não era?

Que belo dia para o site da DGRHE estar em manutenção... não bastasse já a ansiedade e a incerteza de tudo que dura há mais de cinco meses...  ainda a preciosidade de terem escolhido esta data tão específica para fazerem intervenções no site. E pensarem nas coisas com antecedência, não?
Haja muita paciência.

(Tudo a ajudar...)