quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ver melhor à distância.

É tão bom olhar para trás e perceber que não ter ido por aquele outro caminho e, em vez disso, ter esperado, mudado a rota e, sem contar, ter conquistado um presente muito, mas muito mais rico, foi uma das maiores sortes da minha vida. (E sim, falo de sorte e não de decisão, porque, na altura, tudo se decidiu por si, sem que a minha vontade impusesse algum rumo). É bom, sobretudo, ver que não há mal algum em, por vezes, deixar que as coisas se decidam por si mesmas, sem que metamos muito o nariz. E olhem que vindo de mim isto é surpreendente. Mas andamos cá para aprender. Não precisamos de dominar tudo o que nos rodeia, há sempre um acaso capaz de trocar os planos. E isso não é mau de todo, não senhor.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tratem lá disto.


Alguém me invente, por favor, uma forma de dar sinal de luzes com os faróis traseiros dos automóveis. Em vez de inventarem luzinhas de presença, de nevoeiro, de névoa, de foscozinho e de mais não sei o quê, criem mas é uma qualquer forma dissimulada de mostrar o dedinho do meio a certos condutores que se nos colam à traseira do carro e nos dão os máximos (e às vezes os mantêm) até nos passarem e esbracejarem como se estivessem a ter ali mesmo um enorme ataque epilético de parvoeira e bronquice. Obrigada.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mantenhamos, pois, a futilidade da conversa.


Então não é que ontem, a ver a gravação da final do Projecto Moda (que já estava a ganhar teias de aranha na box), dou por mim a esbracejar e a falar (quase a gritar... mas só quase...) para a televisão, dizendo "Devem estar a brincar comigo!!"? Não é que a saloia da gravação me parou ali, mesmo quando a Nayma me ia dizer quem ganhou? E logo naquela final, em que todos concordavam que um deveria ganhar e foram surpreendidos com uma coleção magnífica de quem não se esperava.
Contando que tenho leitores / seguidores atentos e amigos de ajudar, peço apenas uma ajudinha: quem ganhou aquilo, afinal?


(E quando, mas quando, é que vão arranjar um sistema que grave apenas os programas, sem a publicidade? É pedir muito?)


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Alerta: este é um post só de mulheres para mulheres. (Homens, eu estou a avisar. Depois não me venham falar de futilidades e béu béu béu...)


As unhas das mulheres são resistentes para aguentar acetonas, vernizes, lixívias, todos os produtos de limpeza da casa e o que mais houver, mas não foram claramente feitas para lavar carros, limpar jantes ou mexer em óleos de motor. 
Investi ontem numa limpeza profunda ao meu carro. O companheiro diário da minha vida de pseudo-nómada profissional merecia já há muito esse mimo. Passado um dia da aventura, comparadas com as de um mecânico, as minhas unhas parecem ter sido sujeitas a uma mistura de cinza com Super Cola 3. E isto depois de ter passado horas a lavar louças e roupas, ter tomado banhos, escovado com isto e com aquilo e esfregado em limão e mais limão... e mais um bocadinho de limão. 
Olho para estas minhas unhas como quem não desiste, mas não sabe mais que fazer. E enquanto isso, o meu carro anda ali todo brilhantezinho, giro que se farta. Mas só por isso, já vale a pena.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Os focos da questão.


Faz-me uma confusão tremenda esta coisa da gente famosa (às vezes nem sei bem pelo que é famosa...) ser notícia nos Telejornais ao longo de dias. Primeiro, foi a Sónia Brazão. Sim senhora, a coisa foi grave, houve uma explosão de gás que a colocou em risco de vida. Agora por que carga d'água vamos andar aqui a especular se foi premeditado ou não, se andava feliz ou deprimida? Ninguém tem nada a ver com isso e, mais que tudo, nada dessa matéria se deveria prestar a um noticiário. Será importante, sim, averiguar se houve ou não intenção apenas num momento futuro, caso a senhora sobreviva, para aferir a sua impunidade ou não. De resto, que interessa isto a um jornalismo que se quer sério e isento dessas especulações?! Não seria viável, tal como aconteceu há tempos, saber se houve outros danos ou outras pessoas feridas? Não digo que não tivesse sido feita e divulgada essa informação, mas não foi, certamente, o foco da atenção.

Outra que tal é esta coisa do Angélico Vieira. Não é uma figura relevante, não é grande espingarda em qualquer uma das áreas que dizem ser as dele, é o antónimo da humildade e tornou-se famoso por namorar com uma rapariga também dita famosa, que sobrevive mais pelos seus talentos físicos que pelos profissionais. A verdade é que houve um acidente grave e, como qualquer outro do género, deve ser noticiado. Mas não será o cerne da questão a gravidade e a inconsequência dos actos que conduziram àquele final, e não o facto de estar uma figura pública envolvida? A que ponto da nossa evolução chegámos, quando a notícia se torna apenas divulgada durante longos períodos de tempo quando há uma figura de revista e de telenovela no foco central? O importante seria, sim, sublinhar as questões de negligência quanto à segurança dos passageiros (excesso de velocidade e ausência de cinto de segurança) e à inexistência de um seguro associado à viatura. 

Nesta "aventura" morreu imediatamente uma pessoa no local e uma miúda de 17 anos está internada ali, mesmo ao lado do dito "actor/cantor", no mesmo hospital, em situação igual ou pior. Mas no meio disto tudo, só um é notícia: aquele que dá linhas a textos cor de rosa. 

Triste, esta realidade.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

23 de Junho

Portanto... temos uma noite de São João e uma cabeça (a minha) com muitas dores. Temos festa, música, boa comida, folia e temos os martelinhos. Temos a minha sanidade mental e temos o Tony Carreira.  

Oh well... vamos a isto!