Cheguei oficialmente à fase da minha vida em que, para onde quer que me vire, só vejo pessoas a viver a ansiedade de uma (in)decisão e confrontadas com dois caminhos. Não sei se é uma coincidência, ou se é suposto haver um período da vida em que isto aconteça. Está bem que eu vivo constantemente neste limbo, mas ver tantas pessoas perante o mesmo dilema faz-me pensar na matéria de que somos feitos. Crescemos com os desafios, é certo, mas num ambiente de tanta indefinição, ter ainda que conseguir acertar em todos os caminhos... é dose. A verdade é que mínimas ou grandiosas, eternas ou passageiras, opções são sempre opções. São difíceis, são arriscadas. Mas são necessárias.
segunda-feira, 28 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Até agora.
Hoje está a ser o dia em que fui excluída de um procedimento concursal por motivos desconhecidos, em que recebi uma proposta miserável na minha área para trabalhar a 3€ à hora e em que soube que ganho apenas 30% do valor que uma empresa de formação com a qual colaboro cobra aos meus formandos. Que ânimo.
Fazendo as contas...
Há um ano, nesta data, estava a começar a minha melhor jornada profissional desde sempre. Pena que, volvidos 365 dias, dessa experiência apenas restem memórias e uma ou outra fotografia.
quarta-feira, 23 de março de 2011
O lado menos bom da minha profissão
O tempo de preparação demorar infinitas vezes mais do que o do próprio exercício da actividade.
terça-feira, 22 de março de 2011
Artur Agostinho
Fiquei muito, mas muito triste, com a notícia da morte de Artur Agostinho. Era uma pessoa que eu adorava, que considerava muito dócil e correcta, sempre com um sorriso genuíno e com uma fantástica visão da vida. Ensinou que a idade não é impeditivo de nada e que as coisas menos boas nunca haveriam de superar as que realmente interessam. Gostava muito dele e tinha um grande carinho e respeito pela forma como encarava a vida.
Sempre que o via, sobretudo nos últimos anos, dizia sempre que um dia que ele partisse, eu iria ficar muito triste. Infelizmente, esse dia foi hoje.
quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Pingo muito pouco doce
Hoje tive de ir ao Pingo Doce. Consegui entrar na loja, efectivar a compra e sair sem que alguém me tenha proferido uma palavra que fosse. Então na caixa foi extraordinário. Eis o monólogo:
Eu: Boa tarde.
Funcionária: (silêncio)
(passa o produto no leitor e aponta para o mostrador com o valor total)
Eu: (cara de indignada) Aqui tem.
(Ela dá-me o troco, olha para o senhor que me segue na fila, preparada para o atender, e diz: "Boa tarde, Sr. Óscar! Como está?")
Eu: Por favor, ainda não acabei de ser atendida. Queria o talão de compra.
Ela: (silêncio, revira os olhos e dá-me o talão. Prepara-se para retomar a conversa com o senhor e eu interrompo.)
Eu: Nem me perguntou se queria saco...
Ela: (com ar de "ups")
Eu: Mas também não preciso. Era só para confirmar como fui mal atendida. Muito obrigada pela simpatia. (E vim embora).
Tamanho menosprezo e provocação silenciosa são inadmissíveis. E os jovens é que não têm valores e atitudes maduras, certo.
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