quinta-feira, 24 de março de 2011

Até agora.


Hoje está a ser o dia em que fui excluída de um procedimento concursal por motivos desconhecidos, em que recebi uma proposta miserável na minha área para trabalhar a 3€ à hora e em que soube que ganho apenas 30% do valor que uma empresa de formação com a qual colaboro cobra aos meus formandos. Que ânimo.  

Fazendo as contas...


Há um ano, nesta data, estava a começar a minha melhor jornada profissional desde sempre. Pena que, volvidos 365 dias, dessa experiência apenas restem memórias e uma ou outra fotografia. 


quarta-feira, 23 de março de 2011

O lado menos bom da minha profissão


O tempo de preparação demorar infinitas vezes mais do que o do próprio exercício da actividade.



terça-feira, 22 de março de 2011

Artur Agostinho


Fiquei muito, mas muito triste, com a notícia da morte de Artur Agostinho. Era uma pessoa que eu adorava, que considerava muito dócil e correcta, sempre com um sorriso genuíno e com uma fantástica visão da vida. Ensinou que a idade não é impeditivo de nada e que as coisas menos boas nunca haveriam de superar as que realmente interessam. Gostava muito dele e tinha um grande carinho e respeito pela forma como encarava a vida.
Sempre que o via, sobretudo nos últimos anos, dizia sempre que um dia que ele partisse, eu iria ficar muito triste. Infelizmente, esse dia foi hoje. 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pingo muito pouco doce


Hoje tive de ir ao Pingo Doce. Consegui entrar na loja, efectivar a compra e sair sem que alguém me tenha proferido uma palavra que fosse. Então na caixa foi extraordinário. Eis o monólogo:

Eu: Boa tarde.
Funcionária: (silêncio)
(passa o produto no leitor e aponta para o mostrador com o valor total)
Eu: (cara de indignada) Aqui tem.
(Ela dá-me o troco, olha para o senhor que me segue na fila, preparada para o atender, e diz: "Boa tarde, Sr. Óscar! Como está?")
Eu: Por favor, ainda não acabei de ser atendida. Queria o talão de compra.
Ela: (silêncio, revira os olhos e dá-me o talão. Prepara-se para retomar a conversa com o senhor e eu interrompo.)
Eu: Nem me perguntou se queria saco...
Ela: (com ar de "ups")
Eu: Mas também não preciso. Era só para confirmar como fui mal atendida. Muito obrigada pela simpatia. (E vim embora).

Tamanho menosprezo e provocação silenciosa são inadmissíveis. E os jovens é que não têm valores e atitudes maduras, certo.

 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Espirra, tosse, espirra, tosse...

Eu nunca sofri com as alergias. Nunca... até ao ano passado. Lembro-me que comecei a ter fortes dores de cabeça nas alturas mais improváveis, quando estava calma, o tempo estava bom e me sentia bem. Mesmo assim, não liguei e associei a enxaquecas - que em mim, infelizmente, são mais que habituais. Depois começaram os espirros e os olhos sempre vermelhos. Coisa pouca, mas suficiente para que eu associasse a inícios de constipação. E depois veio uma reação na pele. Acorda, Joana! Pronto, "caiu a ficha": eu já não era imune às alergias. Tinha-me tornado numa vítima dos pólens.
Ontem, recomeçou a minha bela viagem por este fantástico mundo. Uma dor de cabeça insuportável, uma necessidade de fechar os olhos, de não aguentar a luz ou o ar livre por começar logo a lacrimejar e uma tosse irritativa (e irritante, admito). Como não quero seguir pela via da medicação, que me poria a dormir horas e a fazer-me andar qual zombie de um lado para o outro, ando pela via das pastilhas elásticas  hiper-extra-mega fortes e das inalações de Vaporubs, águas do mar e afins. Concluindo, toda eu sou agora frescura. Toda eu sou agora uma grande frente de ar frio. Toda eu sou agora uma gigante Super Gorila de mentol.